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Sexta-feira

19 de Julho de 2019

Roberto Debski

Roberto Debski mora em Santos, é médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos e psicólogo formado pela Universidade Católica de Santos. É especialista em acupuntura e homeopatia pela Associação Médica Brasileira, pós graduado em Atenção Primária à Saúde e tem diversas formações em Práticas Integrativas e Complementares, Meditação, Constelações Familiares Sistêmicas, EMDR e Coaching. Com foco na saúde física, mental e Qualidade de Vida, estimula a mudança no comportamento, no estilo de vida e na consciência, a fim de melhorar os resultados dos tratamentos clínicos, dos relacionamentos interpessoais e do bem estar.

Amores virtuais e reais

Frequentemente ouvimos falar sobre problemas que acontecem em relações nas quais as pessoas se conhecem através de redes sociais.

Histórias dramáticas de violência e pessoas com distúrbios que se escondem atras de postagens e histórisa falsas.

Há o outro lado com histórias de pessoas que também usaram as mídias sociais e aplicativos de relacionamentos cujas histórias tiveram um "final feliz".

A modernidade definitivamente chegou como opção para alavancar os relacionamentos, e os encontros não acontecem somente da maneira como era antigamente quando conhecidos nos apresentavam as pessoas. 

As novas tecnologias e inovações fazem parte da evolução. 

Depois de algum tempo de uso, saberemos os prós e contras, os benefícios e malefícios que trazem para nossas vidas.

As maneiras de duas pessoas se conhecerem vem se modificando com o tempo, desde tempos em que os pais e as famílias acertavam previamente os casamentos sem que as pessoas se conhecessem até atualmente quando as pessoas podem preencher perfis de afinidades e gostos e conhecerem pessoas selecionadas por sites de relacionamentos. 

Há diversos casos mostrando que essa também pode ser uma maneira válida de iniciar um relacionamento, e muitas vezes dão certo.

Porém há certos cuidados que se deve observar ao colocar um perfil em um aplicativo de relacionamento.

Deve-se primeiramente conhecer a seriedade da empresa, buscar referências com pessoas que já tenham utilizado esses serviços, ou conhecem alguém que utilizou.

Também é necessário verificar possíveis reclamações e problemas que tenham acontecido, e ter cuidado ao disponibilizar suas informações para que estejam seguras.

É possível que esse modelo de apresentação para relacionamentos dê certo, e há diversos casos de pessoas que se conhecem, iniciam e mantém um relacionamento afetivo através desses aplicativos.

Uma dica para as pessoas sérias que desejam utilizar esse método para conhecer outras pessoas e se relacionar afetivamente.

Sejam sempre verdadeiros e sinceros quando informarem os dados solicitados.

Se informar dados falsos quando encontrar alguém não corresponderá ao que o outro espera, e isso acarretará frustração para ambos.

Se deseja atrair uma pessoa interessante, você também deve ser interessante. 

Não há como atrair uma pessoa que seja diferente demais e que não tenha afinidades importantes, pois a relação dificilmente se mantém entre duas pessoas assim.

E fiquem atentos quanto aos cuidados que se deve ter ao analisar mensagens de uma pessoa antes de sair com ela.

Mesmo tendo encontrado alguém através de um aplicativo especializado, pode ser que a outra pessoa não seja realmente da maneira que informou.

Não há como ter certeza sobre isso em nenhum tipo de encontro, seja através de aplicativos, através de indicações, nem quando alguém nos apresenta uma pessoa.

Conhecer o outro realmente só acontecerá durante o relacionamento, quando cada um se mostrar exatamente como é, sem máscaras.

Isso geralmente demanda tempo, e não acontece logo no início da relação, na fase da paixão, quando idealizamos o outro, e não conseguimos enxergá-lo do jeito que realmente é.

Conhecer mais profundamente o outro só acontece quando a relação evolui, e passamos a ver além da máscara, para a sua sombra, termos do psicanalista Jung criador da Psicoterapia Analítica.

Essa será a fase em que o outro também olhará para nossa sombra, nossos defeitos e dificuldades, e então decidiremos juntos se valerá a pena continuar a relação, que poderá ser mais verdadeira e se aprofundar para conseguirmos um dia, quem sabe, alcançar o Self do outro.

E, quanto à opinião de outras pessoas, não devemos nos incomodar com o julgamento de ninguém.

Devemos agir de maneira adulta e responsável, e assumir nossas escolhas e atitudes.

Se der certo ou não, seremos nós que estaremos na relação, ou fora dela, com todas consequências de nossas escolhas, que devem mirar sempre para o melhor.

Roberto Debski

 

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