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Terça-feira

22 de Janeiro de 2019

Resenha Esportiva

Espaço mantido pelos jornalistas Heitor Ornelas, Régis Querino, Alexandre Fernandes e Bruno Gutierrez. O quarteto traz informações e comentários sobre o Santos Futebol Clube e tudo mais que acontece no mundo do futebol.

O Santos não precisa de goleiro

Vanderlei tem crédito, e as carências do time estão em outras posições

Martin Campaña, goleiro do Independiente, é um dos tantos alvos do Santos no mercado. Justo ele, que joga na posição de ninguém menos que Vanderlei, na média o melhor jogador do Santos nos últimos três anos, em que pese seu fim de temporada ruim em 2018.

Reserva da seleção uruguaia, Campaña teria sido uma indicação de Jorge Sampaoli. O argentino estaria em busca de alguém que saiba jogar com os pés, coisa que, convenhamos, não é o forte de Vanderlei. Entretanto, por tudo que já fez com as mãos, e mesmo por nunca ter prejudicado o time quando precisou sair jogando com os zagueiros, o goleiro tem crédito suficiente para manter a posição e dispensar a vinda de alguém que, em tese, chegaria como titular.

Outro argumento que pesaria para a contratação de Campaña – que tem seus méritos, diga-se de passagem – é que, juntos, Vanderlei e o reserva Vladimir representam uma parcela muito grande da folha salarial do clube. Aí o “problema” não seria Vanderlei, e sim Vladimir, que, justiça seja feita, se firmou como boa opção na suplência depois de um início inseguro. Se o salário do suplente é tido como alto, é porque ele é o jogador mais antigo do elenco e já renovou o contrato várias vezes. Mas a questão principal nem é essa: caso a economia seja inevitável, está claro que não é Vanderlei que deve ser sacrificado.

A manutenção de Vanderlei também se explica pelo fato de o Santos ter várias outras carências a resolver. Lateral esquerda, armação e o comando do ataque são posições que necessitam de reforços para ontem. E até agora não chegou ninguém.

Tivesse o Santos a condição financeira do Palmeiras ou do Flamengo, por exemplo, seria até aceitável reforçar uma posição já bem servida. No caso do Santos, cujas finanças debilitadas não são segredo para ninguém, a aposta é incompreensível.