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Sábado

23 de Março de 2019

Alexandre Lopes

É Editor-Chefe de Web no Grupo Tribuna e responsável pelo G1 no litoral de São Paulo. No grupo desde 2008, já participou de coberturas em mais de 15 países. Atualmente, além de coordenar os portais, também apresenta o G1 em 1 Minuto e é comentarista da TRI FM.

Descaso e abandono

Falta de manutenção em vários equipamentos turísticos, em diferentes cidades da Baixada Santista, preocupa

Outro dia estava comentando, aqui na redação, a falta de manutenção em vários equipamentos turísticos em diferentes cidades da Baixada Santista. Se falta dinheiro para melhorar o atendimento em um hospital ou para construir creches, imagine você a dificuldade que é sobrar algum para arrumar um banco ou trocar o brinquedo de um parque público que já está tomado pela ferrugem.

O tempo vai passando e, naturalmente, as coisas acabam se deteriorando mais e mais, até por conta da proximidade com o mar. Sem manutenção, os equipamentos que servem para que as pessoas se divirtam, ou até mesmo descansem, acabam se tornando armadilhas que podem colocar os moradores em sérios riscos.

Nesta semana, um caso deixou a população de Barra do Turvo, na região do Vale do Ribeira, bastante assustada. Uma menina de apenas três anos, que brincava em uma praça, foi atingida pela estrutura de um banco de concreto que acabou desabando. O impacto atingiu o fígado, os rins, o pâncreas e o intestino da pequena Hillary, que está internada no Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Ainda é cedo para dizer se a estrutura colapsou por conta da falta de manutenção ou por algum ato de vandalismo que, convenhamos, não são raros. Casos desse tipo, porém, acontecem aos montes. Em Janeiro deste ano, por exemplo, parte da fachada de um imóvel desabou no Centro de Santos. Essa cena se repetiu algumas outras vezes em 2018 e, inclusive, chegou a causar ferimentos em algumas pessoas.

Mais recentemente, uma das cenas mais lamentáveis do ano também ocorreu em Santos. Parte dos muro do Cemitério Areia Branca acabou cedendo, deixando caixões, ossos e lembranças expostas para quem quisesse observar. A história causou grande repercussão e, na Câmara de Santos, alguns vereadores chegaram a afirmar que já haviam alertado que a situação estava próxima a ocorrer.

Em todos esses casos há, sem dúvidas, uma grande dose de descaso. Todos poderiam ter sido evitados com fiscalização séria e responsável. Se não há dinheiro em caixa para reformar os equipamentos, basta retirá-los dos locais. Deixar sucata espalhada por aí não fez bem a ninguém. Além de afetar negativamente o turismo e a imagem das cidades, coloca em risco a vida de pessoas inocentes.

Ficamos na torcida pela melhora da Hillary!

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