Butantan ou Oxford? Vacina em mãe de Bolsonaro gera polêmica e investigação no Vale do Ribeira

Olinda Bolsonaro mora em Eldorado. Presidente falou sobre a situação durante uma live realizada na quinta (18)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou durante uma live realizada na quinta-feira (18) que a mãe, Olinda Bolsonaro, de 93 anos, foi vacinada contra a Covid-19. No entanto, após a aplicação, uma confusão com o cartão de vacinação deixou incerto qual seria o tipo de vacina aplicada na idosa. Visto que, passadas duas horas da aplicação, o enfermeiro retornou para rasgar o cartão de vacinação para substituir as informações. 

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Após um veículo noticiar que a mãe de Bolsonaro teria se vacinado com o imunizante Chinês, Bolsonaro acusa o veículo de politicagem e explica a situação. 

Conforme o relato do presidente, a mãe foi vacinada em 12 de fevereiro em Eldorado, onde mora, e o imunizante usado foi o de Oxford. Com o cartão de vacinação impresso em mãos, o presidente conta que o enfermeiro do município anotou no cartão de vacinação que a idosa havia tomado a vacina de Oxford. Porém, voltou ao local depois. 

"Duas horas depois o cara volta lá todo apavorado, vai atrás da minha mãe, chama a pessoa que acompanha a minha mãe, pega o cartão de vacina dela, que é esse aqui, e rasga. Eu tenho metade do cartão rasgado que está na outra imagem aqui. E daí entrega pra minha mãe a vacina (o cartão) escrito embaixo Butantan", diz o presidente durante a live. 

O que diz a prefeitura

A reportagem de ATribuna.com.br procurou o município que informou que não poderá divulgar o tipo de vacina que a idosa tomou, mas abrirá uma sindicância administrativa para apurar os fatos informados na live. Confira a nota na íntegra:

Em relação à vacinação da Sra. Olinda Bonturi Bolsonaro, mãe do Excelentíssimo Sr. Jair Messias Bolsonaro, Presidente da República do Brasil, ocorrida na última sexta-feira (12), por motivos de sigilo de dados sensíveis de pacientes, não divulgamos e não iremos divulgar qual imunizante foi aplicado.

Ressaltamos que tais dados, só podem ser divulgados por autorização expressa da pessoa e/ou familiares; ou por determinação judicial. Qualquer outra fonte de informação utilizada para tal finalidade, não nos cabe afirmar ou negar a veracidade.

Oportuno frisar que os órgãos de controle externo (Ministério Público, Tribunais de Conta, entre outros) possuem acesso a esses dados, para os quais é feita a transferência do dever de preservação de sigilo.

Quanto ao pronunciamento do Chefe do Executivo, através das redes sociais, denominada “Live do Presidente”, do dia 18 de fevereiro de 2021, esclarecemos que uma sindicância administrativa será instaurada para apurar os fatos e possível falta disciplinar por parte conduta do profissional de saúde. Outras medidas legais também poderão ser tomadas no decorrer das investigações.

Salientamos que prezamos sempre pela transparência e pela legalidade de nossas ações.

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