[[legacy_image_346004]] Fé, reflexão e reconhecimento. Três palavras que ajudam a contar o sentimento de quem vivencia a Paixão e morte de Jesus Cristo, celebradas nesta sexta-feira (29), como parte do chamado Triduo Pascal. Após a Ceia e a cerimônia do Lava-Pés, na Quinta-Feira Santa, ele chega ao fim no domingo (31), com a ressurreição de Cristo e a comemoração da Páscoa. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O bispo diocesano de Santos, Dom Tarcísio Scaramussa, celebrou nesta sexta as atividades que marcaram a data, na Igreja Nossa Senhora do Rosário, no Centro de Santos - a Catedral passa atualmente por obras. Segundo ele, mesmo não havendo uma missa comum, o evento é cercado de consternação pela morte de Cristo na cruz. “A Páscoa é a maior festa para o cristianismo. É a celebração da Paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A sexta-feira é para a reflexão, para a contemplação”, explica Dom Tarcísio. Um dos momentos mais marcantes da celebração foi a adoração de Cristo na cruz, após ter um pano que o cobria retirado, com a procissão das pessoas que vão até a imagem para o reverenciarem. Também houve a narrativa do Evangelho da Paixão de Cristo e a comunhão. O bispo diocesano acredita que, dessa forma, os fieis podem vivenciar melhor o importante momento da fé cristã. “Tudo é feito em silêncio, muito respeitoso, para que a gente possa compreender melhor essa realidade da morte de Cristo na cruz. Ele, que morreu como uma pessoa humana, ressuscita por nós. Sua morte foi para nos salvar”. [[legacy_image_346005]] Dom Tarcísio Scaramussa só lamenta que, em muitos casos, o viés comercial assumido pela celebração pascal, com a corrida frenética por ovos de chocolate, tenha prioridade sobre o real sentido da Páscoa. “Houve uma época onde parte da sociedade tinha uma visão de fé, celebrava o Natal e a Páscoa como algo religioso. A partir do momento em que ocorre uma secularização, e que a sociedade não é mais predominante de fé, ela vai dando outro sentido à festa, mais para a parte de interesse comercial. Hoje, alguns nem falam mais em Semana Santa, mas em Feriado de Páscoa”, constata. Nos bancos da Igreja, contudo, a fé e respeito à morte de Cristo eram soberanos. “Igual a Ele não seremos, mas devemos ser autênticos. A Páscoa é uma grande luz”, decreta o operador de máquina, Adilson Aparecido Ribeiro, que foi à Igreja de Nossa Senhora do Rosário acompanhado da esposa e do filho. A administradora aposentada Maria Cecília Frascino Fonseca Oliveira Silva também compareceu à celebração, tida como "muito importante para a fé". "É importante celebrarmos a morte de quem se sacrificou por nós, para salvar o mundo dos pecados que havia demais. É uma celebração feita pela igreja onde todos participam, com grandes leituras". [[legacy_image_346006]]