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Sábado

17 de Agosto de 2019

Filhote de lobo-marinho debilitado é resgatado em praia de Itanhaém

Animal foi avistado pela primeira vez na manhã de quarta-feira (7), em Mongaguá, tentando descansar na faixa de areia

Um filhote de lobo-marinho sul-americano (Arctocephalus australis) foi resgatado na manhã desta quinta-feira (8) por equipes do Instituto Biopesca. Segundo a organização, ele estava debilitado e magro e, no momento, recebe cuidados veterinários.

O animal foi visto pela primeira vez na manhã de quarta-feira (7), em uma praia de Mongaguá. O lobo-marinho procurava descansar na faixa de areia, mas ao perceber a presença de banhistas, retornou ao mar.

Profissionais do instituto alegaram que o animal estava alerta e ativo quando tentava descansar em Mongaguá. No entanto, nesta quinta, já em Itanhaém, ele foi encontrado bastante debilitado.

Lobo-marinho foi encontrado debilitado em praia de Itanhaém (Foto: Kaio Nunes/Instituto Biopesca)

O Biopesca orienta a população que não se aproxime de lobos-marinhos, para que eles possam descansar sem serem incomodados. Uma vez que eles voltem ao mar antes de recuperarem as energias, a chance de sobrevivência diminui.

“Além disso, ficam asseguradas a segurança e o bem-estar não só do animal, mas também das pessoas. Pedimos, ainda, que nos chamem o mais rápido possível”, comenta Rodrigo Valle, médico veterinário e coordenador geral do Biopesca.

Para acionar o serviço de resgate de golfinhos, tartarugas e aves marinhas, a população pode entrar em contato pelos telefones 0800-6423341 (horário comercial) ou (13) 99601-2570 (WhatsApp e chamada a cobrar).

O Instituto Biopesca é uma das instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

Lobo-marinho recebe cuidados veterinários na sede do Biopesca (Foto: Kaio Nunes/Instituto Biopesca)