Mato Seco traz seu reggae de raiz a Santos

Repertório deve mesclar músicas novas e clássicos da carreira de 16 anos

Por:  -  28/12/18  -  09:54
  Foto: Divulgação

Em tempos bicudos, o reggae é um estilo que ganha em importância para a reflexão sobre o que ocorre ao redor. A banda Mato Seco, que ao longo de 16 anos de estrada carrega como palavras-chave paz, positividade e resistência, sabe disso e faz de sua música instrumento para enfrentar o momento conturbado.


Quem for ao Arena Club, em Santos, nesta sexta-feira (28), a partir das 22h, poderá confirmar essa premissa ao vivo e em cores. O grupo de São Caetano do Sul faz uma retrospectiva da carreira, iniciada em 2002. A abertura estará a cargo dos paulistanos do Big Up.


A Mato Seco chega ao Litoral com o recém-lançado EP digital 'O Que Vale Mais Pra Você', que teve duas das três faixas masterizadas no lendário estúdio Abbey Road, em Londres.


“A outra música – Levante a Cabeça (Jah Não Vai Te Deixar) – foi um aposta nossa. Optamos por uma roupagem mais acústica, com voz e violão, diferente do que costumamos fazer, que é sempre mais enérgico”, diz o vocalista e guitarrista Rodrigo Piccolo, sobre a canção feita em parceira com Zeider, vocalista da banda Planta e Raiz. “A receptividade tem sido muito boa”.


O EP sucede os álbuns 'Mato Seco' (2006), 'Seco Mas Não Morto' (2009) e 'Seco e Ainda Vivo' (2013), todos disponíveis para download no próprio site da banda.“Somos um grupo independente. Queremos que as pessoas que nos seguem tenham acesso irrestrito à nossa obra”.


Paz e bem


O três discos trazem letras carregadas de mensagens positivas. “Nossa intenção, desde o início, foi difundir bons valores. Pregamos a resistência não com um contexto político, mas a resistência em nome do amor, da paz, da caridade. É o que nos move”, explica Piccolo.


O músico garante que o discurso é praticado no dia a dia. Tanto que a banda – integrada ainda por Eric Oliveira (guitarra), Osvaldo Ciziniaukas Jr.(contrabaixo), João Paz (órgão e piano), Tiago Rezende (bateria), Carlos Eduardo Gonçalves (percussão e voz) e Mauro Peres (percussão e voz) – cultiva a amizade anterior à formação da trupe. “Quando não estamos trabalhando, estamos juntos também na vida pessoal”.


Hábito que, cada vez mais, vem se tornando raro. Apontado como um dos principais nomes do reggae nacional, a Mato Seco assiste seu público aumentar a cada ano.“Estamos trabalhando muito e 2018 foi bem especial para a gente”.


Planos futuros


Os fãs santistas, que reencontram a banda após dois anos, podem, quem sabe, esperar algum cover da sua maior influência: Bob Marley. Eles pretendem, em 2019, dar sequência ao projeto Marley Experience, em que interpretam clássicos do jamaicano. “Queremos gravar um DVD ao vivo com esse show”.


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