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Sá Leitão promete volta da Cadeia Velha em Santos

Secretário de Cultura do Estado explica como as atividades culturais ficarão em 2021

Por: Egle Cisterna  -  03/01/21  -  09:58
Sá Leitão afirma que o Museu da Língua Portuguesa será reaberto na segunda quinzena de março
Sá Leitão afirma que o Museu da Língua Portuguesa será reaberto na segunda quinzena de março   Foto: Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo

Com orçamento de R$ 985 milhões para 2021, o secretário de Estado da Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão, acredita que mesmo com o impacto da crise no setor, cujo processo de recuperação levará mais alguns anos, as perspectivas para 2021 são boas. Além de aumento de recursos para os programas de fomento, que podem ter uma edição regional na Baixada Santista, o Governo do Estado promete a volta da Cadeia Velha, em Santos, para o circuito das atividades culturais locais.


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“Tivemos um acréscimo no orçamento de R$ 110 milhões em relação ao aprovado em 2020. O que garante o pleno funcionamento das instituições culturais e ainda um maior investimento no ProAC-SP (Programa de Ações Culturais de São Paulo) e no Juntos pela Cultura”, afirma Leitão em entrevista exclusiva para A Tribuna.


Ele acredita que a retomada das atividades culturais seja lenta e gradual e aposta em um boom de oferta cultural a partir do segundo semestre deste ano, depois que a população for vacinada contra a covid-19.


No ano passado, os programas de fomento receberam R$ 177,2 milhões e tiveram 5 mil propostas inscritas em 25 linhas de incentivo. Agora o valor previsto é de R$ 180 milhões e a intenção é que os editais sejam divididos por territórios, a exemplo do que ocorreu em 2020 com o Vale do Ribeira. “Estamos avaliando a possibilidade para que o ProAC-SP seja um fomento territorializado. Deu muito certo no Vale do Ribeira e teríamos uma linha voltada para a Baixada Santista. Isso funciona como forma de estímulo à produção cultural”, diz.


Cadeia Velha deverá ser utilizada para eventos culturais e artísticos
Cadeia Velha deverá ser utilizada para eventos culturais e artísticos   Foto: Alexsander Ferraz/AT

Quanto à utilização da Cadeia Velha pela classe artística, essa é uma reivindicação que está em negociação com a Secretaria de Desenvolvimento Regional desde 2019 (a pasta ocupa o imóvel na Praça dos Andradas, no Centro de Santos, com a parte administrativa da Agência Metropolitana da Baixada Santista, a Agem). “Teremos a retomada das oficinas culturais ali ainda em 2021. Estamos finalizando o acordo do imóvel da Cadeia Velha”, garante.

Outro foco do Governo do Estado na região deve ser a Conferência Anual da Rede de Cidades Criativas da Unesco, que seria realizada no ano passado, em Santos, e foi adiada para 2021. Leitão afirma estar trabalhando em parceria com a Prefeitura e deve destinar recursos para o evento que reunirá cerca de 200 cidades e contribuirá para o fortalecimento da economia criativa local e nacional. Ele está previsto para acontecer entre 13 e 17 de julho.


Para este ano, o Governo pretende ainda inaugurar três Fábricas de Cultura 4.0. Uma em Heliópolis (Capital), uma em Iguape e outra em Ribeirão Preto. Não há projetos para a região. Durante 2020, cinco museus estaduais passaram por reformas, entre eles o do Café, em Santos. Para este ano estão previstas obras em outros 15 espalhados pelo Estado.


O Museu da Língua Portuguesa, na Capital, fechado desde 2015, quando um incêndio destruiu boa parte do acervo e estrutura e matou uma pessoa, já está pronto para a reabertura, que deve acontecer na segunda quinzena de março, depois do início da vacinação.


Com o pagamento da renda básica da Lei Aldir Blanc, até o momento, para 2.500 trabalhadores da área cultural, o secretário avalia a baixa adesão em São Paulo como fruto dos critérios restritivos adotados pela legislação. A expectativa inicial estadual era que mais de 60 mil pudessem ser beneficiados.


“Muitos desses trabalhadores já haviam solicitado anteriormente outro auxílio”, justifica. A lei começou a tramitar em abril, mas os pagamentos só passaram a ser feitos a partir do mês de novembro.Leitão considera que seja necessário o auxílio à classe artística, uma vez que a expectativa de alcançar o mesmo patamar financeiro que a economia criativa tinha em 2019 é apenas em 2022.


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