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Livro mostra curiosa narrativa por trás dos heróis do universo Marvel
Obra de Matheus Tagé busca mostrar ao leitor como a Marvel organizou sua produção nestas duas últimas décadas
Por: Egle Cisterna  -  18/05/21  -  16:07
Matheus Tagé é fotojornalista de A Tribuna e professor universitário   Foto: AT

O que une gerações - daqueles que liam histórias em quadrinhos nos anos 1960 e dos que jogam games modernos e consomem entretenimento em multitelas – em uma sala de cinema para vibrar por super-heróis? Esse é um dos caminhos que o fotojornalista de A Tribuna, Matheus Tagé, aponta no livro Isso não é só cinema – A dinâmica de dispersão e convergência narrativa do universo cinemático Marvel (Editora Ria) que acaba de ser lançado.


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Na obra, que faz parte da tese de doutorado de Tagé, ele busca mostrar ao leitor como a Marvel organizou sua produção nestas duas últimas décadas e dá um caminho de como deve ser a estrutura narrativa transmidiática para os próximos anos.


A ideia de esmiuçar esse processo surgiu em 2014, no mestrado. “Desde novo, com 10 anos eu acompanhava o Homem-Aranha, o que motivou até a minha escolha profissional. Passei a observar como as pessoas voltavam a consumir os heróis do Universo Marvel. Assistia com meu filho, que na época tinha dois anos, e ele se empolgava”, conta.


O que mais chamou a atenção do autor nesta análise é que, atualmente, a narrativa é democrática, atingindo não apenas a nova geração que está tendo o primeiro contato com esse universo, mas para aqueles que acompanhavam as histórias há mais de 50 anos.


O prefácio do livro é do professor universitário e pesquisador em novas mídias Vicente Gosciola. Ao longo de 228 páginas, Tagé mostra um pouco da história das narrativas presentes também na literatura e no cinema, e como esses meios contribuíram para que a Marvel chegasse ao patamar atual.


“Eu penso que essa dinâmica desta narrativa deve continuar nos próximos anos. A pandemia, por exemplo, não freou o processo. Houve um hiato de produções, mas, o streaming mostrou força neste período. Temos um ritmo de consumo de sequência de telas e a Marvel se encaixou neste meio, produzindo e integrando cinema, séries, games e quadrinhos”, avalia.