Logo A Tribuna
ASSINE
Icone usuario ENTRAR
CLUBE IMPRESSO ACERVO ASSINANTE

Falando Séries: Cobra Kai renova espírito nostálgico em temporada

Resgatar Karatê Kid foi um acerto e tanto do YouTube Premium, alguns anos atrás

Por: Lucas Krempel  -  02/01/21  -  10:00
Falando Séries: Cobra Kai renova espírito nostálgico em temporada
Falando Séries: Cobra Kai renova espírito nostálgico em temporada   Foto: Divulgação

Resgatar Karatê Kid foi um acerto e tanto do YouTube Premium, alguns anos atrás. Prova disso é que a Netflix não perdeu tempo. Comprou os direitos de Cobra Kai, série derivada dos filmes, e ainda investiu na continuidade. A terceira temporada, a primeira sob os domínios da Netflix, chegou ontem ao streaming. E mantém o ritmo intenso das duas primeiras.


Clique e Assine A Tribuna por apenas R$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços!


Na terceira temporada, estão todos aturdidos após a violenta briga entre os dois dojos na escola, que deixou Miguel (Xolo Maridueña) gravemente ferido. Enquanto Daniel (Ralph Macchio) revisita o passado à procura de respostas e Johnny (William Zabka) busca redenção, Kreese (Martin Kove) manipula ainda mais seus vulneráveis alunos com suas ideias de dominação. A alma do Vale está em jogo, assim como o destino de todos os alunos e senseis.


Se sentindo fracassado por ver seu principal aluno entre a vida e a morte no hospital, Johnny inicia o primeiro episódio novamente envolvido com problemas alcóolicos. Não bastasse isso, seu filho Robby (Tanner Buchanan) está foragido da polícia após a confusão com Miguel.


Johnny é expulso de um bar, espancado por dois clientes e passa a noite na cadeia. Quando consegue escapar dos problemas, corre até o hospital para visitar Miguel, mas a família do adolescente não pode encontrar com ele. Mãe e avó consideram o professor da Cobra Kai o principal responsável pelo problema.


Kreese, antigo mentor de Johnny, não quer saber das consequências da confusão apresentada no fim da segunda temporada. Ele continua com o seu método de ensinar karatê como uma prática para valentões que querem arrumar confusão. Algo completamente diferente do que Daniel aprendeu com Seu Miyagi (Pat Morita).


Os pais dos alunos da escola de Robby e Miguel, no entanto, não querem saber de distinção. Para eles e os diretores do colégio, o karatê é o principal causador da briga generalizada, que envolveu socos e pontapés de vários estudantes.


Samantha (Mary Mouser), filha de Daniel, é uma das que mais sofrem com o bullying pós briga. Incomodada com os olhares dos outros alunos, ela decide retornar para casa.


A partir desse contexto inicial, fica a pergunta: será que Daniel e Johnny, enfim, vão conseguir falar a mesma língua e lutar para provar que o karatê pode ser uma arte marcial com outros princípios? E a paz? Como ela pode retornar ao colégio após tantas feridas abertas?


Meio Karatê Kid, meio Malhação, Cobra Kai consegue prender a atenção do primeiro ao último episódio. Funciona como um revival muito bem produzido da franquia original, mas também cai bem para quem gosta de tramas adolescentes com reviravoltas.


Vale ressaltar que a quarta temporada já está confirmada pela Netflix. Contrariando a lógica de esperar os resultados de audiência para dar sequência ou não aos seus produtos, a gigante do streaming correu para garantir mais episódios para o futuro.


A explicação para tal medida é o sucesso das duas primeiras temporadas na plataforma. Mesmo depois de meses de sua estreia no YouTube Premium, Cobra Kai virou líder de audiência na Netflix. Com um alcance maior que na concorrente, a série passou a ser vista como um produto valioso e de longa duração. Os fãs agradecem e esperam que isso se mantenha assim nos próximos anos.


Logo A Tribuna