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Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, Globo exibe 'Falas Femininas' nesta segunda

“A mulher é mais do que o gato, que tem sete vidas. A mulher é ilimitada”. A autora da máxima é Tina, diarista baiana que, junto com outras quatro protagonistas, participa do programa

Por: Da Redação  -  08/03/21  -  12:34
Fabiana Karla é a mediadora do bate-papo com as cinco mulheres
Fabiana Karla é a mediadora do bate-papo com as cinco mulheres   Foto: Globo/Divulgação

“A mulher é mais do que o gato, que tem sete vidas. A mulher é ilimitada”. A autora da máxima é Tina, 47 anos, diarista baiana, moradora de São Paulo. Como não reconhecer o valor desta fala num Brasil de tantos lares comandados por mães solo, de tantas mulheres que superam diversos tipos de violência, barreiras e obstáculos e, mesmo assim, não perdem a alegria, a esperança, a vaidade. Por trás de cada semblante feminino, existe uma história de luta, força e beleza a ser revelada e valorizada. 


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Cinco dessas milhões de histórias ganham protagonismo em Falas Femininas, especial que a Globo exibe nesta segunda-feira (8), Dia Internacional da Mulher. O programa, com uma equipe majoritariamente feminina, liderada pelas diretoras Antonia Prado e Patrícia Carvalho, destaca as trajetórias inspiradoras, valoriza a potência da mulher brasileira e provoca uma conversa franca sobre alguns dos dilemas femininos da atualidade. 


Em formato documental, a equipe acompanhou, num primeiro momento, o dia a dia de cinco mulheres, que representam o país em sua diversidade cultural, social, racial e religiosa. A segunda etapa do projeto foi gravada nos Estúdios Globo, em São Paulo, onde elas se encontraram em um bate-papo mediado por Fabiana Karla. 


“Esta homenagem mergulha na rotina de cinco mulheres que representam a brasileira real: batalhadoras que trazem dinheiro para dentro de casa, cuidam dos filhos, da limpeza, da comida. Cuidam muito de todos e pouco de si. O que estas mulheres têm para falar? Com o que elas sonham? Apesar de serem as mais numerosas proporcionalmente na nossa população, são as menos vistas, as menos ouvidas, as menos representadas.


Falas Femininas quer ampliar essas vozes, ao mesmo tempo em que serve como um espelho, para que elas enxerguem e reconheçam seu próprio valor. A partir de uma câmera documental, sensível e cúmplice, o especial revela ao público e às próprias protagonistas a força e a beleza de suas histórias. Nem elas se viam assim”, observa a diretora Patricia Carvalho. 


Busca pelas personagens


A busca por essas personagens começou em novembro do ano passado, e, em janeiro desde ano, tiveram início as gravações nas suas cidades de origem.


“A escolha das personagens partiu do desejo de mostrar histórias ainda desconhecidas, mas fortes e extremamente representativas da população brasileira. No especial, vamos conhecer melhor as pessoas por trás dos postos de trabalho ou status social e mergulhar fundo nas suas vidas. Todas essas mulheres carregam marcas e cicatrizes de uma história dura e muito batalhada. Entretanto, isso não impede que tenham alegria, espontaneidade e leveza para superar os problemas e enxergar a vida com esperança. No slam ou na sanfona, na cozinha ou no hospital, elas têm a garra e a força típicas da mulher brasileira”, conta Antonia Prado. 


As cinco protagonistas do Falas Femininas se encontraram e se conheceram em São Paulo, no fim de janeiro, em uma emocionante roda de conversa, na qual se identificaram em suas vivências e lutas cotidianas.


“Quando começamos a escutá-las, nos reconhecemos em muitas dessas histórias, nos reconhecemos nas dores, nas vontades, nos receios, nos desejos, e isso traz sororidade. Todos vão se sentir contemplados com a beleza desse especial e com todo o conteúdo que vamos oferecer. Na verdade, conteúdo que elas têm para oferecer, já que elas são as estrelas”, declara Fabiana Karla, que foi a mediadora do papo e também está na equipe de criação do programa. 


“A mulher brasileira é o pilar social, financeiro e afetivo de diversos lares. Batalhadoras e determinadas, elas seguem uma rotina longa e exaustiva, sem perder o brilho no olhar e a esperança de um futuro melhor. É justamente a essa mulher que o especial presta sua homenagem; à mulher ‘comum’, várias vezes invisível para sociedade, mas cheia de vida e histórias para contar. Queremos que elas se reconheçam em toda sua força, potência e beleza”, defende Antonia Prado. 


Falas Femininas integra o Projeto Identidade, que transforma em especiais de TV importantes temáticas da agenda social.


Grande surpresa


Para valorizar a trajetória das cinco, o especial termina prestando uma grande homenagem a cada uma delas. Ao final do encontro em São Paulo, elas foram convidadas a participar de um ensaio fotográfico. “A narrativa antecipa ao espectador que algo vai acontecer e o leva até a revelação ao final, ao desfecho da história, com uma grande surpresa...”, adianta Patricia, sobre o programa que irá ao ar hjoe, depois do Big Brother Brasil. O especial também terá exibição no GNT, no dia 10, às 23h30, logo após o Saia Justa.


Um pouco da história de cada uma


Sebastiana do Santos Oliveira - Tina, a diarista de 47 anos, mora em São Paulo. Ela nasceu na Bahia, onde desde cedo começou a trabalhar em casa de família como empregada. Quando um dos irmãos se mudou para São Paulo, pegou o mesmo rumo. Atualmente, Tina mora com os dois filhos.


Cristiane Sueli de Oliveira - A auxiliar de Enfermagem Cristiane Sueli de Oliveira, de 44 anos, nasceu e mora em São Paulo. Está separada há dois anos, mora com os quatro filhos e se divide entre a rotina no hospital e o cuidado com eles.


Gleice Araújo Silva - A ambulante Gleice Araújo Silva é mais conhecida como Ruana. Com 29 anos,
mora em Salvador (BA) com o marido e as três filhas, e tem uma barraca de drinques na praia. Fora da alta temporada, complementa sua renda cozinhando em eventos ou por encomenda. 


Carol Dall Farra - A rapper e universitária, de 26 anos. é do rio de Janeiro. Nascida em Bonsucesso, criada em Duque de Caxias, trabalhou para pagar o cursinho pré-vestibular, e hoje, estuda na UFRJ, onde está concluindo a Faculdade de Geografia. Sua trajetória estimulou a própria mãe, Eliane, a voltar para a escola. 


Maria Sebastiana Torres da Silva - De São Raimundo Nonato, no Piauí, vem Maria Sebastiana, de 59 anos. A agricultora não foi à escola porque tinha de trabalhar na roça, mas aprendeu a tocar sozinha uma sanfona que encontrou abandonada. E conciliou a lavoura com apresentações em festas para conseguir criar os nove filhos. 


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