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Elizangela viveu turbilhão de emoções em 'A Força do Querer'

Atriz relata os dramas reais enquanto gravava novela global

Por: Do Estadão Conteúdo  -  18/01/21  -  13:56
Na cena da visita à prisão, Aurora (Elizangela) tenta acalmar Bibi (Juliana Paes)
Na cena da visita à prisão, Aurora (Elizangela) tenta acalmar Bibi (Juliana Paes)   Foto: Divulgação/TV Globo

Para Elizangela, Aurora é uma mãezona que faz tudo pelo bem da filha, Bibi (Juliana Paes), em A Força do Querer. Na novela das 21 horas da Globo, a personagem da atriz insiste em abrir os olhos da herdeira para que se afaste de Rubinho (Emílio Dantas).


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No entanto, a cada capítulo, a mãe de Dedé (João Bravo) está mais envolvida com o mundo do crime, apresentado a ela pela ligação do marido com o tráfico de drogas. Elizangela acredita que, apesar da manipulação do amado, Bibi tem culpa por suas ações na trama.


“Ela escolheu ficar com esse homem. Passa por cima de qualquer conversa com a mãe. Existem mulheres que se envolvem por conta do amor. Mas, às vezes, é uma questão de escolha. Por causa dele, Bibi enfrentou todas as consequências”, afirma a artista.


Um dos momentos mais difíceis do folhetim para a intérprete de Aurora ainda não foi ao ar na edição especial que vem sendo exibida. Trata-se, justamente, da prisão preventiva de Bibi, por associação ao tráfico de drogas. Na cena, a mãe visita a filha na cadeia, bate nela e afirma que a ex-noiva de Caio (Rodrigo Lombardi) jogou a vida no lixo. A decepção é visível em cada gesto encenado por Elizangela. A atriz diz que deixou o sentimento aflorar.


“Não sabia como ia fazer. Era uma sequência forte demais e o resultado foi tão bom, que não sei nem explicar. Aurora vinha de uma situação em que as emoções saíam. Eu sou visceral, preciso sentir. Não sei agir só tecnicamente”, ressalta.


A primeira exibição de A Força do Querer, em 2017, levou Elizangela a dois extremos. Enquanto estava satisfeita com a repercussão positiva na televisão, passava por um momento familiar delicado. Trabalhar, então, preencheu sua vida e lhe deu forças para seguir em frente.


“Fui hospitalizada durante a novela por conta de um problema nos brônquios; minha filha perdeu minha netinha no ventre, aos cinco meses de gravidez; e perdi minha mãe. Foi emoção lá e cá. Mas era tão prazeroso entrar para gravar com toda aquela equipe! O Papinha (Rogério Gomes, diretor) reuniu um grupo muito bom”, afirma.


Momento de refletir


Ainda em isolamento social, Elizangela diz que sua vida mudou pouco desde que a pandemia do novo coronavírus começou. Acostumada a morar só, a atriz relata que ainda avalia as mudanças que o País enfrenta. No entanto, acredita que o Brasil caminha para grandes transformações no futuro. Enquanto isso, coloca os sentimentos em uma balança. Mas, sem conclusões.


“Converso mais por mensagem e chamada de vídeo com família e amigos. Estou acostumada a ficar sozinha há muitos anos. Mas, agora, não posso sair a qualquer momento que queira para<CW-3> me reunir com alguém. O quintal é grande e está vazio há muito tempo. Já me peguei discutindo comigo mesma, com a televisão, isso é comum”, confessa.


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