Documentário retrata a vida de ex-detentas da cadeia santista

"Flores do Cárcere" estreia em plataforma de streaming em 8 de março, Dia Internacional da Mulher

Por: Da Redação  -  04/02/21  -  10:22
O documentário é inspirado em um livro publicado em 2005
O documentário é inspirado em um livro publicado em 2005   Foto: Divulgação/Barbara Cunha

O documentário Flores do Cárcere, sobre ex-detentas da Cadeia Pública Feminina de Santos, estreia no streamingem 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Dirigido por Barbara Cunha e Paulo Caldas, baseado no livro de Flávia Ribeiro de Castro, o documentário mostra os motivos do encarceramento e acompanha a vida das mulheres após a saída da prisão.


“O encarceramento feminino representa um produto de dois fatores de opressão: o patriarcado e o cárcere, onde a brutalidade que essas mulheres vivenciaram lá dentro é apenas reflexo da violência que existe nas demais esferas sociais aqui fora. O filme Flores do Cárcerenão pretende criticar um sistema carcerário notoriamente problemático, mas propõe um olhar para a mulher com respeito e empatia”, afirma a diretora Bárbara Cunha.


Narrado pelas próprias egressas, o documentário aborda o tema com histórias que retratam e denunciam o cenário desolador do sistema carcerário, em especial às 42 mil mulheres encarceradas no Brasil.


“Não é a primeira vez em minha trajetória profissional que adentro presídio e cadeias, mas foi chocante perceber as diferenças de dois sistemas prisionais (feminino e masculino). Conhecer a realidade dessas mulheres foi transformador na minha própria evolução enquanto sujeito”, comenta o diretor Paulo Caldas.


Trabalho social


Com depoimentos e cenas arquivos gravados durante um trabalho social realizado por Flavia Ribeiro de Castro na cadeia, em 2005, o filme é inspirado no livro homônimo Flores do Cárcere, de 2011. Nele, Flavia narra a experiência durante o trabalho.


“O filme é uma oportunidade única de jogar luz e emoção em um assunto muito importante e ainda desconhecido: as causas e as consequências do encarceramento de mulheres”, comenta Flávia.


No dia 8 de março, o filme estará no NOW; a partir do dia 18, nas demais plataformas (Vivo, iTunes, Google Play, YouTube Filmes e Looke). O apoio ao lançamento é da Spcine.


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