Aquaman começa bem, mas acaba desandando

Série de ataques de monstros e figuras bizarras põe tudo a perder

Por: Rubens Ewald Filho - Crítico de Cinema  -  13/12/18  -  10:06

Confesso que eu estava todo empolgado com a chegada do que parecia ser a grande aventura do final de ano. Tudo fazia a gente crer que seria o filme mais emocionante de uma temporada fraca em termos de aventura.


Ou seja, este era o momento de celebrar o mais recente superespetáculo da Warner. Ainda mais porque havia uma grande expectativa pela criação de uma figura promissora, o chamado Aquaman, Jason Momoa.


Embora já tivesse feito Game of Thrones, primeira temporada, e umas poucas outras aventuras, não se tinha certeza de que era a figura certa de protagonista. Alto, forte, bonito e com cintilantes olhos verdes, infelizmente Momoa é o único verdadeiro acerto do que veio a ser uma enorme decepção.
Não se pode, verdadeiramente, crucificar o moço, que tem que encarar imagens e fantasias, do que é uma das mais infelizes direções de arte do ano. Me fez lembrar um dia de pesadelo do diretor francês Luc Besson.


A história deste Aquaman até começa bem, com um rapaz que cuida de um farol salvando uma bela moça, que estava morrendo afogada, vinda das profundezas do oceano.


Esta é uma aparição com a ainda bela Nicole Kidman,apesar dos seus 51 anos. Logo eles têm um filho, mas são atacados em breve por outras figuras do oceano, que irão espalhar tragédias e explosões.


Fica difícil se acostumar com a sucessão de ataques e explosões, tanto de cidades europeias quanto de figuras do fundo do mar, sendo que todas essas têm planos diabólicos para destruir a humanidade. E mesmo as figuras mais lendárias das profundezas do oceano.


Aparece também uma bela mocinha, que tenta manter a paz (a interpretação é de Ambar Heard), uma figura fotogênica e que ficou mais famosa por apanhar e processar seu marido, Johnny Depp. Segue-se uma sucessão de ataques de monstros e elementos bizarros.


Certamente esse é um dos filmes mais confusos, com pior roteiro, e aquela infame e tresloucada cena de insuportável ação. Com certeza, você não acreditou no que eu escrevi.


Então, veja o filme que vou me divertir muito com o resultado, que tem até um finalzinho extra na conclusão. Não sei explicar também o equívoco do diretor Jame Wan, que antes era admirado por Velozes e Furiosos 7, Jogos Mortais e Invocação do Mal – ele é da Malásia com descendência chinesa). Não diga que não avisei.


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