Alexandre Borges revisita antigos trabalhos e revela redução do assédio

No ar novamente em Laços de Família, no Vale a Pena Ver de Novo, ator afirma que personagem recebeu críticas mais duras de fãs

Por: Do Estadão Conteúdo  -  14/12/20  -  12:30
Borges conta que passou a maior parte do tempo da quarentena ao lado da mãe, de 80 anos, em Santos
Borges conta que passou a maior parte do tempo da quarentena ao lado da mãe, de 80 anos, em Santos   Foto: Sérgio Zalis/ TV Globo/ Divulgação

Longe das tramas inéditas desde o fim de Verão 90 (Globo, 2019), Alexandre Borges revisita antigos trabalhos neste ano. No ar em Laços de Família (Globo, 2000/2001), no Vale a Pena Ver de Novo, e Haja Coração (Globo, 2016), às 19 horas, o ator tem revivido momentos especiais de sua carreira televisiva. 


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Para ele, o Danilo do folhetim de Manoel Carlos foi importante por ter recebido o convite diretamente do autor. Já na trama de Daniel Ortiz, fez uma releitura de Aparício Varela, papel marcado pela interpretação de Paulo Autran (1922-2007) em Sassaricando (Globo, 1987/1988), de Silvio de Abreu.


“Muitas pessoas ainda estão em casa. Então, as novelas proporcionam um entretenimento para quem não pode sair. Acho que, nessa pandemia, a gente pode rever várias coisas. Passei a quarentena ao lado da minha mãe, que tem 80 anos. Fiquei cuidando dela”.


Em Laços de Família, Danilo é casado com Alma (Marieta Severo), mas continua um mulherengo incorrigível e se envolve com a empregada Ritinha (Juliana Paes), que engravida do patrão. Embora tenha dado o que falar durante a primeira exibição, o personagem tem recebido críticas mais duras do público por conta do assédio dessa vez.


“Em 20 anos, muita coisa mudou. O Maneco (Manoel Carlos) lida com essa visão interior do ser humano, as suas paixões, a sexualidade, o excesso de amor e a possessividade, que estraga a relação. O mundo de hoje está tão tecnológico, mas não altera esses sentimentos. A história não envelheceu. É um clássico”.


De acordo com Alexandre, em 2000, todos tinham esperança no futuro. Vinte anos depois, mesmo com a situação difícil que a sociedade enfrenta atualmente, o ator continua pensando de forma positiva. Para ele, as próximas gerações tomarão decisões diferentes. Essa mudança de pensamento por parte do público pode ser vista, inclusive, na problematização de temas como o próprio assédio.


“Acreditávamos que as coisas iam melhorar com a globalização da informação. Eu tenho uma sensação de esperança com essa nova geração, que em alguma hora vai ditar como o futuro será. Ainda existe racismo, homofobia, mas isso está sendo limpo da sociedade. Espero que seja a minoria”, torce.


Alexandre conta que acompanhou a primeira exibição de Sassaricando, na Globo, e se divertiu muito com Aparício. Segundo ele, Paulo Autran sempre será uma inspiração. O intérprete do papel em Haja Coração também ressalta que ficou feliz por fazer par romântico com Malu Mader, que deu vida a Rebeca, por admirar seu trabalho. 


Além disso, Borges agradece a parceria em cena com Grace Gianoukas. Segundo o ator, as sequências de briga entre seu personagem e Teodora eram ainda mais engraçadas quando a atriz quebrava objetos cênicos.


“Foi uma honra ter sido convidado para fazer o Aparício. Vou ser sempre grato ao Silvio de Abreu e ao Daniel Ortiz. Aparício é um personagem emblemático e que, nos anos 1980, foi marcado pela interpretação maravilhosa de Paulo Autran, de quem eu era fã incondicional”, afirma.


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