Adriana Calcanhotto lança novo single, uma versão de canção de Caetano Veloso

"O Cu do Mundo" estreia com referência eletrônica e forte vídeo conceitual

Por: De A Tribuna On-line  -  04/12/18  -  13:22
  Foto: Divulgação

Uma semana depois de apresentar o novo single inédito, A Mulher do Pau Brasil, que carrega o nome de sua aclamada turnê, Adriana Calcanhotto estáde volta com uma impressionante releitura de O Cu do Mundo. A canção de Caetano Veloso de 1991 ganhou uma nova versão eletrônica suingada sobo olhar atento e atual de Adriana. A faixa, com produção musical do DJ Ubunto e DJ Zé Pedro, já está disponível nas plataformas digitais de áudio eestreia acompanhada de um videoclipe visceral.


"Fuçar a obra alheia é o meu trabalho de intérprete. Eu sou uma compositora, mas eu sou igualmente uma intérprete. São canções que eu gostaria deter feito, que de alguma maneira quero trazer pra mim no sentido da apropriação", explica Adriana.


A relação com a obra de Caetano Veloso, referenciado na faixa Vamos Comer Caetano, lançada em 1998, retorna com força nesta nova incursão, queAdriana torna atual. "Quando eu ouvi O Cu do Mundo, a minha sensação foi ´o Caetano fez essa música ontem’. Eu ouvi a canção de outra forma epensei ´essa canção é d´A Mulher do Pau Brasil´", conta.


Os produtores Ubunto e Zé Pedro deram um toque eletrônico à faixa, que ganhou uma versãosuingada, como Adriana caracteriza: "tem essa coisa que eu acredito que só nós podemos fazer música eletrônica com suingue. Os alemães podemfazer música eletrônica. Ponto. Com suingue, só nós podemos", brinca.



Com produção da Assum Filmes, direção e montagem de Murilo Alvesso, o vídeo da faixa é estrelado pelo grupo do Teatro da PombaGira, em umaperformance visceral que faz referência à letra da canção. Inspirado no espetáculo atual do coletivo, Demônios, o clipe mergulha nas convençõessociais, políticas e religiosas que se refletem na subsombra desumana.


O Cu do Mundovem na sequência da inédita e autoral A Mulher do Pau Brasil, canção que retoma a própria história de Adriana, que recebeu o títulode representante da árvore mais famosa do Brasil quando estava além-mar, em Portugal, durante a residência artística na Universidade de Coimbra.


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