O Festival foi criado em Santos, em 1962, pelo maestro Gilberto Mendes, que foi também seu diretor (Fernanda Luz/Arquivo AT) O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa) começou nesta quinta-feira (1) a analisar em plenário o processo do Festival Música Nova, com vistas a torná-lo patrimônio imaterial da cidade. O pedido foi feito ainda em 2011, pela Secretaria de Cultura, quando o festival estava prestes a completar 50 anos. “Estamos tentando dar vazão a processos antigos”, explica o atual presidente do Condepasa, Glaucus Farinello, que também é secretário de Desenvolvimento Urbano de Santos. Segundo ele, o Condepasa não tem um rito de registro formal do patrimônio imaterial da Cidade, apenas o tombamento de imóveis ou obras artísticas concretas, como esculturas, por exemplo. Hoje, o reconhecimento da patrimônio imaterial tem ocorrido via projeto de lei, na Câmara. Também por isso, a discussão sobre o Festival Música Nova é importante. “Vamos começar esse debate. O objetivo é que o Condepasa também possa reconhecer o patrimônio imaterial, de repente, em molde similar ao que ocorre no tombamento, com estudo amplo e audiências públicas”, prevê. O festival Criado em 1962, em Santos, pelo maestro Gilberto Mendes (1922-2016), o Festival Música Nova é um evento que procura registrar, e até antecipar, a produção mundial na música erudita contemporânea. Além de Santos, já teve edições divididas entre Cubatão, São Paulo, Ribeirão Preto, São Carlos e São Joaquim da Barra. "O festival é o mais longevo da América Latina em música contemporânea, sua inclusão como patrimônio imaterial é importante para assegurar sua história. Conseguimos uma lei, recentemente, com o Dia do Festival Música Nova no calendário oficial da Cidade”, afirma o atual organizador do Festival, o músico, poeta e performer Márcio Barreto. Este ano, a 58ª edição deve ocorrer em novembro.