Pet na folia? Veja cuidados para garantir a segurança e o bem-estar do animal

Separamos oito dicas caso resolva ir com o bichinho em blocos ou festas carnavalescas

Por: Fernanda Lopes  -  11/02/24  -  18:24
  Foto: Adobe Stock

O Carnaval chegou e muitos tutores costumam incluir seus pets na folia. Mas, para garantir uma diversão segura e saudável, é importante tomar alguns cuidados.


Lembre-se de que os animais são mais sensíveis a barulhos e podem se assustar com a aglomeração de pessoas. Mas bloquinhos, que são mais família e menores, se tornam uma opção de passeio que os mais tranquilos e sociáveis podem participar. Seguindo algumas orientações e tomando os devidos cuidados, pode haver diversão para eles também. Confira as principais orientações.


Veja se o bloco ou a festa é pet friendly
Além de checar se o ambiente é favorável para o cachorro, é importante evitar aglomerações e caminhar por locais onde a concentração de pessoas é pequena, como em um passeio. Dessa forma, você evita que ele se assuste ou fique estressado durante o trajeto.


Fique atento ao comportamento do seu cachorro
“Há raças que não gostam de aglomeração e que podem se estressar facilmente. É sempre bom conhecer seu animal antes de incluí-lo nesses eventos”, ressalta o médico-veterinário Eduardo Filetti. Caso ele não seja sociável, fique assustado com facilidade ou não tenha o costume de sair de casa, melhor não forçar a situação. Preste atenção aos sinais: posturas curvadas, com as orelhas abaixadas, pupilas dilatadas e rabo abaixado ou entre as patas traseiras são indicativos de que o cãozinho está assustado, com medo ou estressado, e isso significa que é hora de levá-lo de volta para casa. Agora, se ele é um bichinho que vive passeando, convivendo com animais e pessoas desconhecidas e se diverte nessa interação, é um bom candidato a folião do ano.


Coleira e guia
É muito importante que o cachorro fique o tempo todo de coleira e guia. Coloque uma plaquinha de identificação contendo o nome e o telefone de contato dos tutores.


Cuidado com o que ele come e onde ele passa
É necessário também ficar atento ao que o cachorro pode ingerir no trajeto do bloco ou da festa. É comum ter confetes, serpentinas, purpurina, restos de comida e bebida ou qualquer outro tipo de objeto estranho espalhado pela rua nessa época. Impeça a ingestão desses itens para evitar qualquer mal-estar. O mais importante é ficar atento ao chão: se você enxergar cacos de vidro, saia da região para evitar que o cachorro machuque as patinhas.


Fantasias e enfeites liberados, mas com moderação
É fofo e divertido fantasiar os cachorros, mas é importante evitar excessos. “Evite colocar fantasias que tenham peças pequenas, como lantejoulas, botões ou outras coisas que eles possam engolir”, ressalta Filetti. Verifique se a roupa ou adereço não é muito quente, e se não o impede de trocar calor com o ambiente. Utilize tecidos leves e que sejam confortáveis. Tintas, espumas e glitter que não sejam de uso pet não devem ser utilizados. Todas essas substâncias são tóxicas e uma brincadeira de pintar o pelo do animal ou jogar espuma em cima dele pode acarretar em sérios problemas de saúde.


Calor demais
Antes de sair, faça o teste com o seu pé descalço. Se você não aguentar o contato, é provável que seu cãozinho também não aguente e queime as patinhas. Neste caso, é melhor que ele não saia de casa. O ideal é não sair com os bichinhos em dias de calor extremo.


Hidratação, sempre
Não se esqueça de levar água fresca para oferecer ao cãozinho. Mesmo que ele não aparente estar com sede, ofereça água e estimule a ingestão dela para evitar que ele passe mal com o calor. É recomendado que sejam feitas pausas durante o passeio para que ele descanse.


Vacinas em dia
Como a interação entre pessoas, animais e ambientes desconhecidos são intensos nesse período, é crucial que as vacinas do cachorro estejam em dia, assim como o controle contra pulgas e carrapatos. “Está voltando a dar piolho nos cachorros. Tanto piolhos como as pulgas são facilmente combatidos com produtos em ampolas, que se aplicam no pescoço ou também em comprimidos. Eles protegem o animal por meses, dependendo da marca”, finaliza Filetti.


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