King’s Man: a Origem não empolga, mas tem muito estilo

A franquia de filmes de espionagem, que começou em 2014, nunca se definiu bem entre ser James Bond ou Austin Powers

Por: Gustavo Klein  -  09/01/22  -  10:13
Com elenco carismático, o filme agrada se for assistido sem esperar muito
Com elenco carismático, o filme agrada se for assistido sem esperar muito   Foto: Divulgação

Na vida, é importante ter estilo. Mesmo que seja para passar vergonha, que seja com classe. Em King’s Man: a Origem, em cartaz nos cinemas da região, essa máxima é levada muito a sério. A franquia de filmes de espionagem, que nunca se definiu bem entre ser James Bond ou Austin Powers, começou bem em 2014 com o Kingsman original, derrapou em 2017 com o Círculo Dourado e naufragou de vez com esse misto de drama histórico, comédia nonsense e filme de guerra e de ação. Mas faz isso com muito estilo.


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Estilo nas sequências de ação, que são, afinal, a principal razão do filme e aqui se mostram quase sempre cheias de graça e o tradicional cinismo britânico. Estilo também no protagonista, o sempre ótimo Ralph Fiennes, um ator que reúne todo o potencial para ser James Bond (inclusive, o fato de ser britânico). O restante do elenco também é carismático, com Djimon Hounsou e Rhys Ifans (que, para quem não se lembra, é o amigo maluquinho de Hugh Grant em Um Lugar Chamado Notting Hill e aqui vive o vilão Rasputin).


Nada disso salva o filme da longa duração. São duas horas e dez minutos que facilmente poderiam ser reduzidas para uma hora e meia sem prejuízo para a história. Aliás, a história: um grupo de vilões (liderado pelo já citado Rasputin) se junta para – novidade – espalhar o caos pelo mundo e destruir a humanidade.


É aí que Lord Oxford (Fiennes) cria a organização que dá nome à franquia, para combater o mal e salvar o mundo. Mas não adianta: King’s Man é o tipo de filme que tem seu público e, por mais que não conte com muitas qualidades, se for assistido com o espírito certo (sem esperar grande coisa e com disposição para rir das maiores maluquices), pode agradar.


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