Decepção amorosa: psicanalista santista ensina como superar o medo de amar novamente

O que faz a diferença nessa hora é a forma como lidamos com isso

Por: Giovanna Corerato  -  30/10/22  -  07:20
Atualizado em 30/10/22 - 07:21
É importante entender que gostar de alguém faz parte da vida, assim como “quebrar a cara” em termos sentimentais
É importante entender que gostar de alguém faz parte da vida, assim como “quebrar a cara” em termos sentimentais   Foto: Adobe Stock

Decepção e amor. Para muita gente, é quase impossível separar essas duas palavras. Quando estamos em um relacionamento, tendemos a criar planos, expectativas e sonhos a serem realizados ao lado da pessoa amada. Perder essa relação, portanto, é capaz de abalar o emocional de qualquer um.


Em primeiro lugar, para lidar com uma decepção amorosa, é importante entender que gostar de alguém faz parte da vida, assim como “quebrar a cara” em termos sentimentais. “Se sofremos uma decepção é porque havia, primeiramente, um ideal perseguido, uma crença de que o outro iria responder à imagem que construímos dele”, explica a psicanalista Sandra Steinberg.


Ela acrescenta que toda expectativa costuma ser uma decepção em potencial, salvo raras exceções. Para não se dar mal nessa hora, é indispensável levar os desejos do parceiro (a) em consideração, já que pode ter objetivos completamente diferentes dos seus.


Por causa disso, antes de qualquer coisa, converse com o companheiro (a)! Dialogue sobre as intenções de cada um. Dependendo do caso, tem gente que sonha em casar, morar em outro país etc. Só que nem todo mundo é igual. Para não acabar se enganando, não apenas busque dialogar com o outro como alinhe as expectativas de ambos.

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E quando surgem vícios e compulsões...
Para amenizar a dor proporcionada por uma desilusão amorosa, há quem desenvolva comportamentos destrutivos, como consumir álcool em excesso, drogas e até mesmo apresentar outros tipos de compulsão. Embora essas sejam atitudes que funcionam como uma espécie de “mecanismo de defesa”, elas acabam causando o efeito contrário a longo prazo.


“Os elementos que ajudam a apagar o sofrimento, como o álcool e as drogas, se propõem a dar saídas enganosas para a dor e as decepções da vida”, afirma a psicanalista Sandra Steinberg. Ainda segundo ela, as redes sociais também podem funcionar como uma máscara, para esconder a dor e ocultar o ser imperfeito (e machucado) por trás da tela do celular.


“As redes pedem likes, não é? Para tanto, temos que nos mostrar lindos, fortes, ricos, felizes 100%. E corremos o risco de construir uma imagem bela, sem falhas, mesmo a custo de centenas de filtros”.


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