Avenue 5 é uma série de comédia bem surreal que se passa no espaço

Tudo se desenrola numa desastrosa viagem de turismo pela galáxia

Por: Gustavo Klein  -  06/11/22  -  14:46
Avenue 5
Avenue 5   Foto: Divulgação

Descobri o seriado Avenue 5 por acaso, há poucas semanas, quando a segunda temporada estreou na HBO Max e ganhou destaque na capa do serviço de streaming. Ele me chamou atenção, de cara, pela presença do ótimo ator Hugh Laurie, de House M.D., e por ser, aparentemente, uma ficção científica.


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Só que não é! Está mais para uma comédia ao estilo de Douglas Adams, o irônico autor de O Guia do Mochileiro das Galáxias. Tudo se passa em um futuro não tão distante no qual a tecnologia evoluiu ao ponto de permitir viagens de turismo espaciais em grande escala, mas a humanidade se tornou mais burra e egoísta. O cenário é uma nave de cruzeiro com mais de 5 mil pessoas a bordo, criada por um bilionário sem noção, obviamente inspirado em figuras como Elon Musk e no Donald Trump pré-política. Ou seja: alguém burro, egocêntrico, irresponsável, porém com dinheiro suficiente para fazer o que quer.


A viagem segue tão normal como um cruzeiro pode ser até que um problema técnico acontece, muita gente se machuca e a nave sai de sua rota. Assim, uma viagem de férias que deveria durar três semanas tem um novo prazo para retornar à Terra: cinco anos!!!


A partir daí, aos poucos, vamos descobrindo que nada é o que parece, literalmente. Como a nave é toda automatizada e controlada aqui da Terra, o empresário responsável não achou importante contratar técnicos de verdade, caros demais, para cuidar dela. Preferiu colocar, em cada posto, um ator que finge ser o piloto ou, então, o técnico, o capitão... Ninguém sabe fazer absolutamente nada.


E a situação fica pior. Lembra daquele incidente que tirou a nave de sua rota? Alguns passageiros morreram por causa desse incidente – eles receberam um funeral espacial e foram “ejetados” da nave. Mas, como só existem curiosos tomando decisões, tudo dá errado e os caixões passam a orbitar pela própria nave, passando regularmente pela janela e acabando com a moral de quem sobreviveu. Muitos outros incidentes tornam a viagem ainda pior e toda a graça dos episódios está em descobrir qual é a próxima loucura e como os passageiros, o bilionário e a tripulação vão conseguir piorar aquilo.


Os episódios também mostram um pouquinho da vida e das circunstâncias de alguns dos viajantes espaciais, antes e durante o cruzeiro. Tudo muito surreal e, para quem gosta desse tipo de humor, acaba sendo muito divertido.


Além de Hugh Laurie, o show tem Zach Woods (de The Office), Josh Gad, Lenora Chrichlow e Suzy Nakamura. Para quem curte o gênero, a série é uma bela descoberta. Porém, quem não gosta deve passar longe, porque o tom e o ritmo não mudam, do começo ao fim!
Nota do crítico: +++++


+++
O lado B do streaming

Em meio à guerra dos gigantes do streaming, pequenos serviços nascem e sobrevivem com um público fiel. Um dos mais recentes é o Passionflix, especializado em adaptações – no formato de séries ou filmes – de livros românticos, alguns, digamos, mais picantes. É quase uma evolução em audiovisual daqueles livrinhos Júlia, Sabrina e Bianca – lembra deles? Os brasileiros podem assinar o serviço e assistir às produções em inglês com legendas em português. A mensalidade sai por volta de R$ 30.


Ainda mais alternativas
Entre as outras opções de streamings de porte menor estão o Oldflix (séries e filmes clássicos), Crunchyroll (desenhos animados japoneses, os famosos animes), Rakuten Viki (filmes, séries e desenhos de diversos países asiáticos, como Japão, Coreia, China e Vietnã). Há ainda plataformas mais cults, como o Mubi, o Belas Artes à la Carte e o Reserva Imovision (todos especializados em filmes europeus, clássicos e produções cults). Vale a pena experimentar e escolher seus preferidos.


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