Analistas dizem que ano será bom para recolocação profissional; confira dicas

É preciso estar atento a alguns pontos para não perder a chance no tão esperado emprego

Por: Redação  -  09/01/22  -  09:09
Analistas creem que 2022 será diferente na área profissional
Analistas creem que 2022 será diferente na área profissional   Foto: AdobeStock

Se o tão sonhado emprego não veio ao longo de 2021, calma. Com a vacinação contra a covid-19 bem encaminhada no Brasil, analistas creem que o novo ano será diferente na área profissional. Mas é preciso estar preparado para isso.


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“O mercado de trabalho é dinâmico. Você pode ter uma baita experiência na função, mas os recrutadores querem saber se você buscou atualização, se fez cursos para se aprimorar. Esse é um grande diferencial”, afirma Alisson Abler, CEO da Abler, startup criada por profissionais de recursos humanos e tecnologia.


Essa necessidade de manter uma atualização constante é gritante, mas nem todos entendem a sua urgência. A ideia enraizada de gerações passadas – de que uma boa faculdade é o suficiente para garantir um emprego – está mais do que ultrapassada. Para Alisson, o profissional precisa estar concluindo um novo curso a cada três meses.


A busca por mais conhecimento também precisa ser feita pelos recrutadores. Levantamento realizado pelo site CareerBuilder revela que 74% das empresas admitem ter feito contratações equivocadas. Além disso, estudo da consultoria Robert Half mostra que 39% das companhias levam apenas duas semanas para perceber que a pessoa contratada não é ideal para o cargo.


Junto ao fato de a admissão errada poder comprometer as finanças da empresa, há chances de outros problemas surgirem no caminho. Entre eles: aumento da carga de trabalho para a equipe, elevação do estresse e perda de produtividade.


Entrevista
Quando o seu currículo é escolhido na etapa inicial de um processo seletivo e você considera a probabilidade de realmente ser contratado, é normal bater uma ansiedade com relação à fase seguinte: ficar frente a frente com o recrutador na entrevista para o desejado emprego. Nessa hora, é preciso manter o máximo de calma possível e demonstrar segurança nas suas colocações para que o recrutador não tenha dúvidas com relação ao seu potencial.


Alisson aponta um erro que muitos candidatos ainda cometem na hora do recrutamento: não conhecer a empresa desejada. Além disso, é comum os recrutadores observarem como esse profissional se comporta em público, como se comunica e como se manifesta mediante determinada situação.


Outro ponto fundamental é ter a percepção do que é importante falar no momento da entrevista. Para o CEO, o recrutador não quer saber tanto sobre a pessoa; o foco geralmente é descobrir o que esse profissional pode acrescentar para a empresa em questão.


“Não é o momento de ficar falando de si. Preocupe-se em deixar claro por que o entrevistador deve contratar você e não outra pessoa para aquela vaga”, arremata.


Currículo
Ter um currículo de encher os olhos de qualquer recrutador é meio caminho andado para conseguir um emprego. Isso porque pesquisa da consultoria de treinamento Leadership IQ indicou que apenas 11% dos recrutamentos fracassados acontecem por causa da falta de conhecimento técnico.


O restante tem relação direta com o comportamento do candidato: 26% por problema do profissional em aceitar e implementar feedbacks, 23% pela sua baixa inteligência emocional e 15% devido ao seu temperamento.


Cartão de visita
Dez segundos. Esse é o tempo que um em cada três recrutadores leva para descartar um currículo na hora da seleção, diz pesquisa da empresa de recrutamento on-line Catho.


Mas quais informações são mais valorizadas? Para Alisson Abler, os campos de experiência profissional, objetivo e dados de contato fazem parte desse grupo. Segundo ele, essas informações são observadas no primeiro contato pelo entrevistador e sempre acabam citadas como primordiais no preenchimento de um currículo.


Além dos campos obrigatórios para qualquer biografia profissional, o CEO cita outros pontos que costumam eliminar candidatos. “A maioria dos currículos cai em dois problemas. O primeiro é a falta de qualificação. Pessoas que pararam no tempo e deixaram de se atualizar. O outro é a falta de desenvoltura para se vender. Você pode ter diversos cursos e graduações, mas, se o recrutador não consegue visualizar as suas habilidades e como pode ajudar a empresa a crescer, não adianta”.


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