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Já terminamos Resident Evil Village e contamos para você como está o jogo; leia a análise
O game mescla tudo que há de melhor na franquia e completa lacunas da trilogia clássica
Por: Stevens Standke  -  05/05/21  -  17:39
Em Resident Evil Village, fica a dúvida se Chris Redfield virou um vilão   Foto: Captura PS5

Jogo Resident Evil desde que a franquia surgiu na década de 90 e, por várias razões, foi delicioso mergulhar de cabeça no mais novo game da série, o oitavo da história principal, que leva o subtítulo Village e chega ao PS4, PS5, PC e Xbox One e Series S/X na sexta-feira. Entre os motivos que citei, alguns deles, inclusive, me fizeram concluir que Village tranquilamente vai ocupar um lugar no hall dos jogos icônicos da franquia – ranking esse que, na minha opinião, tem Code: Veronica, além dos quatro primeiros episódios.


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Por falar em Resident Evil 4,foram inevitáveis as comparações de Village com o game estrelado por Leon Kennedy, pois os dois se passam em povoados sinistros, no meio do nada, cercados por um castelo. Mas o novo episódio não bebe apenas dessa fonte de inspiração. Ele também é a sequência direta de Resident Evil VII.Sem contar que, na reta final da aventura – que dura entre 15 e 20 horas –, o jogador vai se surpreender com o cuidado que a equipe de desenvolvedores da Capcom teve ao costurar a trama, de modo que o enredo de Village se conecta com toda a saga de Resident Evil e preenche lacunas bem curiosas, principalmente da trilogia clássica. Quer mais? Ainda há indícios do que podemos esperar do próximo jogo da série.


Além de explorar o Castelo Dimitrescu, você deve percorrer mais três áreas anexas à vila   Foto: Captura PS5

Esse caldeirão de referências acaba se mostrando mais cativante do que se pode imaginar, porque o time de produtores não só resgatou aspectos amados pelos fãs e utilizou o que existe de melhor na franquia, como conseguiu encontrar um ponto de equilíbrio digno de palmas. Afinal, criou um Resident Evil que, apesar de ter uma pegada própria e novos elementos, é superfiel ao legado construído no decorrer dos 25 anos da série.


Alguns exemplos disso: a existência de um maior número de puzzles e os diversos momentos de tensão, que resgatam a “sensação de nervoso” que consagrou a marca Resident Evil – em Village, os ápices são invadir uma “colmeia” de monstros e percorrer o labirinto escuro de uma fábrica (o seu coração será testado nessas horas, acredite).


Outro aspecto que merece destaque é a forma como os desenvolvedores usaram os efeitos sonoros para reforçar a atmosfera de terror. Barulhos como os de portas abrindo e de passos farão com que o jogador, constantemente, se pergunte se alguma criatura indesejada está se aproximando – o que se soma a eventuais “sustos”.


Após ver a mulher, Mia, levar tiro, Ethan Winters tem pela frente uma saga para salvar a filha, Rose   Foto: Captura PS5

Trupe do mal


Primeiro game da franquia dublado em português, Village começa de um jeito diferente. Depois do pesadelo vivido em Resident Evil VII, Ethan Winters está na paz em casa, com a mulher, Mia, e a filha recém-nascida, Rose - há até uma sequência cartunesca de contação de histórias para a bebê. De repente, o jantar em família é invadido por soldados, liderados por Chris Redfield, que atiram em Mia. Essa cena introduz uma dúvida que vai percorrer o jogo: será que Chris, um dos grandes heróis da série, mudou de lado?


Ethan, então, acorda em um estranho vilarejo, no qual poucas pessoas resistiram a um ataque dos chamados licanos (espécie de zumbi-lobisomem). E se lança na busca por um meio de entrar no castelo local, propriedade da maldosa e gigante Alcina Dimitrescu.


Com o mercador, dá para comprar e aperfeiçoar armas e itens, e ainda preparar refeições para Ethan   Foto: Captura PS5

Detalhe: essa personagem foi apresentada nas duas demos de Village e está fazendo o maior sucesso, tanto que não demorou muito para surgirem cosplays de Alcina e suas mãos com garras à la Freddy Krueger. Só que ela não é a única vilã do jogo. Na verdade, o vilarejo está sob o controle de Mãe Miranda, que mais parece uma entidade, pois é cultuada por todos os moradores.


Ela conta com o auxílio de seus quatro duques. Entre eles, obviamente, está Alcina. Mais a bisonha boneca Donna Beneviento, o monstro Salvatore Moreau e o rebelde Karl Heisenberg. Cada um deles domina uma das quatro áreas anexas à vila, o que explica o tamanho generoso do mapa de Village. Fica a dica: o rio leva a duas regiões que, por mais que não façam parte da história principal, podem ser exploradas.


Alcina Dimitrescu não é a única vilã de Village. Ela e outras três criaturas recebem ordens da Mãe Miranda   Foto: Captura PS5

Para salvar Rose, Ethan tem de explorar os territórios dominados pelos duques e eliminá-los, antes de ir atrás de Mãe Miranda. Você deve estar se perguntando como Chris Redfield fica em meio a isso. Ele e seu time estão pesquisando a existência de uma arma biológica no povoado e a relação desse suposto experimento com o mofo que provocou o incidente de Resident Evil VII.


Visual e jogabilidade


Village mantém a visão em primeira pessoa, implantada na franquia por seu antecessor. Os gráficos, ainda mais nos consoles de nova geração, estão bem caprichados, com destaque para os efeitos de luz e sombra.


Quanto à jogabilidade, o game preserva e lapida o que se viu em Resident Evil VII. As únicas mudanças mais expressivas são a possibilidade de se proteger bloqueando ataques e a presença de um mercador pelos cenários, que, além de vender e aperfeiçoar armas e itens, contribui com dicas e prepara refeições com os ingredientes que Ethan coleta. A tempo: o modo multiplayer Re:Verse segue sem data para ser liberado.


Mix de zumbi com lobisomem, os licanos são os inimigos mais recorrentes no game   Foto: Captura PS5