Thaynara Moraes, Luciana Kirsten, Vanessa Toledo, Dani Muniz e Thayssa Nusa (Kangaroo Films) No Tricotah desta semana, o cenário não foi apenas pano de fundo. Ele se tornou protagonista de uma conversa que revelou como os espaços que habitamos têm o poder de acolher ou sufocar, de curar ou aprisionar. A apresentadora Vanessa Toledo conduziu o encontro ao lado das tricoteiras Roseli Andrade, Juliane Cavalini e Thaís Campregher, recebendo como convidada especial a arquiteta Sabrina Pedregoza, responsável pelo cenário do programa. O diálogo costurou lembranças, emoções e reflexões sobre a força silenciosa dos ambientes em nossas vidas. A Arquitetura que Abraça A conversa começou com um bastidor curioso: a arquiteta Sabrina revelou que foi convidada para o programa quando o cenário ainda era simples e desfuncional. Na época, ela foi colocada numa "saia justa" pela apresentadora, que pediu ao vivo uma opinião sobre o que poderia ser melhorado. A partir dessa experiência, surgiu o projeto atual, que Sabrina descreveu como um cenário imponente, mas sutil, com iluminação e cores que remetem à leveza e à personalidade das mulheres. "A casa é extensão da alma. Quando o espaço acolhe, ele cura." Essa frase de Sabrina resume sua filosofia. Para ela, a arquitetura vai além da estética, focando na funcionalidade e no conforto. A entrevista com o cliente, por exemplo, dura duas horas, pois o objetivo é entender a história e os hobbies da pessoa, não apenas o gosto por cores ou formas. Sua fala reforçou que transformar um ambiente nem sempre exige grandes reformas. Muitas vezes, basta um gesto simples: reorganizar, desapegar, abrir espaço para o novo. É nesse movimento que o lar deixa de ser apenas físico e se torna espiritual. Sabrina Pedregoza (Kangaroo Films) Quando o espaço reflete a alma Casas e lugares guardam mais do que móveis e paredes: eles registram fases da vida. Entre as memórias compartilhadas pelas tricoteiras, surgiram histórias de espaços que acolheram afetos e outros que traduziram momentos difíceis. Cada detalhe, como uma janela aberta, um canto iluminado, um objeto que atravessa gerações, foi lembrado como símbolo de pertencimento ou ausência dele. As paredes “falam”? O bate-papo mostrou que cada pessoa constrói, a partir de suas vivências, uma relação única com o lugar que habita. Os ambientes guardam nossas dores e alegrias, e também oferecem a chance de ressignificação. Ao reordenar uma sala, ao reinventar um quarto, ao dar nova vida a um objeto, abrimos caminho para escrever capítulos diferentes da nossa história. Transformações que começam pelos espaços As convidadas trouxeram exemplos práticos de como a arquitetura impacta o bem-estar. A advogada Juliane Cavalini, que lida com ambientes de conflito como fóruns, revelou que advogados usam ferramentas como a turmalina negra para se proteger da energia densa. Já a dentista Thaís Campregher explicou como mudou seu consultório convencional para um espaço mais humanizado, que inclui uma sala para conversas e contato com a natureza. A médica Roseli Andrade ressaltou a importância de escolher um profissional para projetar espaços. Ela contou que sua clínica de dermatologia, por exemplo, fugiu do tradicional rosa para não afastar o público masculino. Ela também mencionou um ponto crucial para a equipe: a criação de uma copa maior e mais confortável, o que aumentou a felicidade e o bem-estar das funcionárias. O espaço fora, o reflexo dentro! Mais do que falar de casas, o episódio foi um chamado à introspecção: como está o espaço que nos cerca? Ele nos sufoca ou nos acolhe? Talvez a resposta esteja menos nas paredes e mais no reflexo que elas nos devolvem. Esse Tricotah lembrou que, ao cuidar dos ambientes externos, também estamos cuidando de nós mesmos. Porque no fim, a casa, física ou simbólica, é sempre o lugar onde repousa a alma. Thaynara Moraes, Luciana Kirsten, Vanessa Toledo, Dani Muniz e Thayssa Nusa (Kangaroo Films)