Lorenzi e Batista (on-line) falaram, no Summit, sobre a cabotagem (Alexsander Ferraz/AT) O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Batista, acredita que a cabotagem (transporte de cargas dentro do País) tem papel estratégico no fortalecimento da indústria nacional. Para ele, o Programa BR do Mar, que incentiva o modal e foi regulamento por decreto neste mês, é peça fundamental nesse processo. Segundo Batista, que participou ontem do Summit Porto-Indústria de forma remota, o projeto foi concebido para conectar o tecido industrial brasileiro aos portos de forma mais eficiente, acessível e competitiva. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! “O BR do Mar foi pensado exatamente para ampliar a conexão no tecido econômico brasileiro. O objetivo é viabilizar que empresas com acesso facilitado a portos possam, a partir dali, alcançar mercados em todo o País — algo que muitas vezes é inviável pelo modal rodoviário”, afirmou. Dino Batista explicou que o fortalecimento da cabotagem vai muito além da redução de custos logísticos. Trata-se de criar viabilidade econômica real para que indústrias próximas aos portos, como o de Santos, possam atingir consumidores em todas as regiões do Brasil. “Não é só sobre baixar o frete em relação ao transporte rodoviário. É sobre viabilizar mercados que antes eram inacessíveis”, completou o secretário nacional. O CEO da Norcoast, empresa de cabotagem, Fabiano Lorenzi, vê o modal não apenas como um serviço porto a porto, mas como uma solução de transporte para o país. “O Brasil tem uma distância muito grande entre produção e consumo. Como conectar essas regiões se não for com modais alternativos? A cabotagem se destaca nesse cenário. O Brasil tem vocação para a cabotagem, isso é indiscutível”, afirmou Lorenzi.