Economista acha que é possível ao Brasil construir acordos com os EUA sem abrir mão da soberania (Alexsander Ferraz/AT) O Brasil pode abrir novos mercados internacionais e contornar a taxação de 50% imposta a alguns produtos pelos Estados Unidos porque possui relacionamento com diversos países e tem potencial para expandir em áreas de baixo carbono, inovação, tecnologia e energia limpa. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! A análise é do economista Gesner Oliveira, que participou do Tribuna Talks, um bate-papo sobre o tema com o consultor para assuntos portuários do Grupo Tribuna, Maxwell Rodrigues, no Summit Porto-Indústria. “Temos como parceiros comerciais a União Europeia, a Ásia, os EUA e a China. Então, essa diversificação de relacionamento comercial, político e social é extremamente importante no mundo onde há muita guerra comercial e tensão”, afirmou Oliveira. Segundo ele, o melhor ingrediente para a negociação é a concorrência. “Você senta à mesa dizendo: ‘Eu preferiria a sua proposta, mas se não puder, eu tenho outra’. Essa é a melhor forma de negociar”, disse. O economista destacou que o País é aberto à tecnologia, informatização e automação. “A gente viu o sucesso do Pix. O Brasil reúne características que, se forem bem trabalhadas, podem promover um salto como outros países fizeram”. Oliveira salientou que é possível ao Brasil, a médio prazo, ganhar poder de barganha para que o acordo com os Estados Unidos vá melhorando. “O Brasil pode construir isso sem abrir mão de sua soberania”.