A experiência dos profissionais do setor imobiliário indica que inquilinos quanto compradores preferem imóveis já reformados. É uma questão de praticidade, para não ter que lidar com obras nem gastar, comprometendo o orçamento. Unidades usadas que necessitam passar por melhorias após a assinatura do contrato acabam ficando em segundo plano no mercado. Para o diretor-executivo da imobiliária R3 Imóveis, Stephano Lopes. Ele disse que “os compradores preferem facilidade. Em um prédio antigo, por exemplo, querem apartamento completamente reformado, modernizado, transformado em uma planta moderna, com bons armários e cozinha”. O diretor-regional do Secovi, Carlos Meschini, também entende que o público deseja entrar em um imóvel sem ter a necessidade de realizar obras. “Antes, era diferente, porque preferia-se fazer do seu jeito. Hoje, o inquilino quer mais facilidade, pegando o imóvel quase todo mobiliado. Então, a tendência é buscar algo mais novo, com tudo pronto, porque o custo-benefício fica melhor”. Não é só isso. De acordo com Lopes, quem está recebendo chaves de imóveis, seja comprando ou alugando, evita gastar. “Um local não reformado ainda tem dificuldade de vender pelo medo do consumidor final de ter de encarar obra e estourar orçamento.” Mesmo que os proprietários invistam em melhorias, eles devem ficar atentos a mais um detalhe: ainda que o apartamento esteja renovado, as condições do condomínio podem interferir na hora de se fechar um acordo. “Um local feio e mal conservado amplia a dificuldade de negociar em mais de 50%”, afirmou o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto. Pesquisa do Creci aponta alta de vendas e locações na Baixada As vendas e as locações de imóveis usados registram alta no acumulado do ano na Baixada Santista, segundo pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP). Até setembro, as vendas cresceram 51,54% em relação a igual período do ano passado, enquanto as locações aumentaram 124,59%. O resultado foi puxado pelo desempenho no mês passado, com alta de 97,80% nas vendas e de 107,02% dos contratos de aluguéis. A pesquisa também confirmou algumas preferências dos clientes. Nas locações, por exemplo, 53% dos inquilinos buscaram apartamentos e 47%, casas. Para aquisições, foram 43% e 57%, respectivamente. A maior parte dos consumidores comprou unidades com dois dormitórios. Os preços dos imóveis mais comercializados giraram entre R\$ 200 mil e R\$ 300 mil.