Quando chega a hora de revender um imóvel ou disponibilizá-lo para locação, os proprietários se veem diante de uma decisão: reformar o bem, a fim de conseguir negócios mais rentáveis, ou não fazer reparos, para diminuir custos. Especialistas entendem que a primeira alternativa é a apropriada. Isso porque não oferecer espaços prontos prejudica qualquer negociação. Segundo o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto, há proprietários que preferem baixar os preços de suas unidades como forma de compensação para não consertarem ou melhorarem os imóveis. Ele acha que esta estratégia é equivocada. “Tem gente que pensa assim, mas não compensa. Até porque, em casos de aluguel, tem a questão da vistoria, que é sempre um momento polêmico. Quando se coloca que o bem está em más condições, você está autorizando o locatário a devolver daquela forma ou até pior. O custo vai ficar muito alto”, ressaltou. O diretor-executivo da imobiliária R3 Imóveis, Stephano Lopes, foi ainda mais claro ao afirmar que, nestas condições, os donos vão perder dinheiro. “Não reformar vai gerar um deságio maior do que com reformas. Assim, vai vender abaixo (do valor de mercado)”. Escassez Assim, o ideal é anunciar imóveis prontos, inclusive para vencer a concorrência e aproveitar a escassez de espaços para locação. “Existe falta tremenda de imóveis no Brasil. Por isso, um imóvel no valor de mercado é alugado imediatamente. Se for bem localizado, não fica vazio”, falou Viana. Novo programa começa no próximo dia 3 O Governo Federal lançou o programa Reforma Casa Brasil, que vai disponibilizar uma linha de crédito de R\$ 40 bilhões para reformas, ampliações e adequações em moradias já existentes. A iniciativa começa a valer no próximo dia 3. A ação conta com duas modalidades. Na primeira, famílias com renda de até R\$ 9,6 mil podem financiar, no mínimo, R\$ 5 mil, com prazo de pagamento de até 60 meses. Para quem tem renda maior, o valor a ser tomado parte de R\$ 30 mil, com pagamento em 180 meses. As taxas são definidas segundo a faixa de renda mensal. Elas vão de 1,17% a 1,95% ao mês. Ficou estabelecido um teto para as parcelas do pagamento, que não podem ultrapassar 25% da renda familiar.