Enquanto muitos buscam a casa própria, outros almejam valorização (Alexsander Ferraz/AT) Investidores seguem comprando imóveis na planta com o intuito de revenda ou locação. Dependendo do tipo de unidade, de cada dez lançamentos, até sete podem ser adquiridos com este fim. Normalmente, este procedimento resulta em lucros elevados. “Se forem estúdios bem localizados, 70% seriam para investimento e 30% para uso de temporada ou moradia. Agora, se for de alto padrão, com metragem alta, três são para investimento”, afirma Stephano Lopes, diretor-executivo da imobiliária R3 Imóveis (Alexsander Ferraz/Arquivo AT) O diretor-executivo da imobiliária R3 Imóveis, Stephano Lopes, afirma que o percentual de apartamentos comprados por quem investe varia de acordo com o perfil do imóvel. “Se forem estúdios bem localizados, 70% seriam para investimento e 30% para uso de temporada ou moradia. Agora, se for de alto padrão, com metragem alta, três são para investimento, sendo que quem adquiriu está buscando a valorização”. “Desde a pandemia até os dias atuais, o mercado imobiliário de Santos apresentou uma excelente valorização, e a tendência é que esse movimento de crescimento continue nos próximos anos”, afirma Ricardo Beschizza, presidente do Conselho da Assecob (Alexsander Ferraz/Arquivo AT) Segundo o presidente do Conselho da Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada Santista (Assecob) e diretor da Besmon Empreendimentos Imobiliários, Ricardo Beschizza, os compradores têm atingido seu objetivo. “Os preços seguem a lógica da oferta e da procura. Desde o período da pandemia até os dias atuais, o mercado imobiliário de Santos apresentou uma excelente valorização, e a tendência é que esse movimento de crescimento continue nos próximos anos”. “Hoje, a valorização gira em torno de 9% a 10% ao ano. Isso representa quase o dobro do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)”, afirma Roberto Luiz Barroso Filho, sócio-diretor da Construtora e Incorporadora Engeplus (Vanessa Rodrigues/Arquivo AT) O sócio-diretor da Construtora e Incorporadora Engeplus, Roberto Luiz Barroso Filho, diz que o ganho pode superar, consideravelmente, a inflação. “Hoje, a valorização gira em torno de 9% a 10% ao ano. Isso representa quase o dobro do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)”. Estratégias O diretor-regional do Secovi (sindicato das empresas de compra e venda de imóveis), Carlos Meschini, ressalta que o movimento natural de quem investe é adquirir a unidade cedo – na planta ou no lançamento. É aí que a estratégia é colocada em prática. “Compra-se e, quando fica pronto, uma parte dos investidores vende e outra aluga”. Lopes lembra que há aqueles que esperam a finalização das obras e a entrega das chaves para ir ao mercado em busca de compradores ou inquilinos. Entretanto, esta não é a única forma de negociar unidades antecipadamente. “Há quem compre no lançamento, para fazer revenda durante a obra. Neste caso, você paga o produto de forma parcelada para a construtora, mas vende no período da obra. Aqui, há um retorno sobre o capital investido gigantesco, porque não se pagou o imóvel até o final”. “Recentemente, tivemos um cliente que conseguiu 110% de retorno. Ele colocou R\$ 200 mil até a revenda e voltou para ele esse valor e mais R\$ 220 mil líquido, descontada a comissão. Ou seja, 100% líquido sobre o capital investido”, completa Lopes. Apesar disso, Lopes ressalta que esperar a entrega da unidade também é bom negócio. “Aqui, ele tem valorização maior, mas ROI (retorno sobre investimento) menor, pois pagou o imóvel até o final. Porém, na revenda, vai ter lucro maior, porque o imóvel vai valorizando”.