Avenida Faria Lima, região da Capital com edifícios alugados por fundos: cotas são negociadas em Bolsa (Adobe Stock) Os fundos de investimento imobiliário (FIIs) têm desempenho positivo em 2025, acumulando valorização próxima de 15% no ano e cerca de 12% em 12 meses, conforme o índice IFIX, referência do setor na B3 (bolsa de valores). O avanço confirma que a modalidade vem ganhando espaço e representatividade, junto aos investidores, entre as opções de renda variável com distribuição periódica de proventos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Criados para democratizar o acesso ao mercado imobiliário, os FIIs reúnem interessados em obter renda com imóveis ou títulos do setor. Na prática, o investidor adquire cotas negociadas em bolsa, de forma semelhante às ações, e passa a receber valores mensais, normalmente isentos de Imposto de Renda para pessoa física. Basicamente, este segmento é dividido em duas categorias. Existem os chamados fundos de tijolo, que alocam recursos em ativos físicos, como shoppings, lajes corporativas, hospitais, universidades e galpões logísticos alugados para empresas como operadores de e-commerce e grandes varejistas. Já os fundos de papel investem, majoritariamente, em títulos de crédito imobiliário, tais como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), remunerados por juros e correção monetária. Em ambos os casos, os cotistas embolsam recursos gerados periodicamente. Embora ligados ao setor de imóveis, os FIIs se enquadram como ativos de renda variável, sujeitos a oscilações de preço, de acordo com o cenário econômico. Desta maneira, no caso dos fundos de tijolo, a vacância e a renegociação de contratos podem afetar o rendimento. Quanto aos fundos de papel, a inadimplência dos emissores de crédito, bem como oscilações nas taxas indexadoras, podem pressionar os retornos.