Exame internacional confirmou que a educação nacional não avançou (FreePik) Um dos problemas levantados durante o 12º Summit da Construção Civil foi a falta de mão de obra qualificada. No fechamento do evento, o cientista político, curador do projeto Fronteiras do Pensamento e professor do Insper Fernando Schüler abordou o tema. Ele afirmou que a dificuldade é fruto de uma política educacional ineficiente. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A fala do palestrante veio em meio a considerações sobre o cenário econômico e político do País. Ele entende que a escassez de profissionais de bom nível técnico é um desafio antigo. “É evidente que a mão de obra se trata de um problema clássico no Brasil. A gente não enfrenta um problema clássico de geração, de produção, de formação de capital humano, porque a nossa educação pública estatal é de péssima qualidade”, falou. Para embasar sua opinião, Schüler apresentou dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Essa é uma avaliação realizada a cada três anos, com o objetivo de medir o desempenho de estudantes de 15 anos em Literatura, Ciências e Matemática, dando notas que vão de zero a mil. Mais de 80 países participam do teste. Conforme os dados trazidos pelo cientista político, os resultados dos alunos brasileiros em 2022 se mantiveram em patamar parecido com os de 2009, embora haja uma ligeira queda. Há três anos, os estudantes conseguiram 403 em Literatura, 410 em Ciências e 379 em Matemática. Treze anos antes, respectivamente, os números foram 405, 412 e 386. “Estamos falando de um pouco mais de uma década aí… Nós estamos estagnados. Isso é uma responsabilidade coletiva, das prefeituras, dos estados, da União, da sociedade de um modo geral, e do sistema político”, apontou. Por fim, o professor ponderou que esse quadro deveria ser tratado como algo urgente. Entretanto, nas palavras do especialista, essa não é a realidade. “Este é um sistema que deveria preocupar muito o Brasil, e não preocupa no fundo”, asseverou o especialista.