Embora apresente vantagens, como juros mais baixos, flexibilidade e prazo extenso para quitação, os empréstimos com garantia de imóveis (EGIs) oferecem um risco (Adobe Stock) Embora apresente vantagens, como juros mais baixos, flexibilidade e prazo extenso para quitação, os empréstimos com garantia de imóveis (EGIs) oferecem um risco. Caso não seja feito o pagamento, o bem será tomado pela instituição que liberou o crédito. Neste caso, o processo de perda do apartamento ou da casa é idêntico ao de um banco quando há inadimplência no financiamento imobiliário. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “A casa é sua na medida que se quita o financiamento. Do contrário, entra em processo de cobrança (se houver parcelas em aberto). Não deu certo, a instituição vai a um cartório de imóveis e cita o devedor, dando prazo para pagar o empréstimo. Não acontecendo, o imóvel vai a leilão”, explicou o diretor-executivo da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Filipe Pontual. Apesar disso, ele afirmou que é incomum chegar a este extremo. “A inadimplência, neste tipo de operação, é baixa, não tanto quanto no crédito imobiliário, mas é baixa”. Caso não seja feito o pagamento, o bem será tomado pela instituição que liberou o crédito (Reprodução) Segundo o executivo da Abecip, diversos elementos ajudam o público a liquidar o EGI. Um deles é que o percentual do empréstimo depende de quanto do financiamento imobiliário já foi amortizado. “Se a pessoa dá 20% de entrada e fica devendo 80%, quando amortizar e baixar para 60%, ela pode tomar 20% em EGI”. Mesmo que a residência esteja completamente paga, há um teto. “O limite do Banco Central é 60% do valor total do bem”.