Economista Celso Petrucci acha que o modelo é boa resposta à Selic (Alexsander Ferraz/AT) O novo modelo de financiamento imobiliário, que acaba de ser lançado, é voltado às famílias que têm renda familiar mensal entre R\$ 12 mil e R\$ 20 mil. Elas poderão comprar unidades de até R\$ 2,25 milhões, sendo que a Caixa pode financiar até 80% do valor total de imóveis novos. Também ficou estabelecido que a taxa de juros não pode ultrapassar os 12% ao ano. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Para empresários, o programa tem a vantagem de oferecer juros mais baixos do que os 15% da taxa Selic. Outro ponto positivo é contemplar uma fatia da população que não tinha facilidade de crédito para aquisição de imóveis. O conjunto de medidas agradou ao presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Renato Correia. “Essas mudanças alteram o cenário da habitação no Brasil. Elas se concentram na classe média, que estava carente de fontes seguras de financiamento”, declara o dirigente. O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, também celebrou a nova política. O especialista acredita que este sistema, somado à Faixa 4 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), é uma ação correta do poder público. “Foram dois acertos para o enfrentamento de uma taxa básica de juros alta e resiliente de 15% ao ano”, diz Petrucci. Ele ainda lembrou que, meses atrás, sua entidade dialogou com vários envolvidos no tema, a fim de contribuir com a elaboração do modelo anunciado no último dia 10. “Ao final de junho, início de julho, tivemos conhecimento da proposta original do Banco Central (BC), que trazia uma mudança radical nas operações do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE)”, conta ele. “Trabalhamos, em conjunto com outras entidades, junto aos ministérios das Cidades e da Fazenda, BC e Caixa Econômica Federal, apresentando estudos, críticas e sugestões que auxiliaram na adequação da proposta anunciada”, conta Petrucci.