Entretanto, a busca pela terceirização não se deve apenas à falta de profissionais (Adobe Stock) O Brasil liderou a América do Sul em terceirização de serviços, o chamado setor de Facilities, em 2022. Apenas nesta área, o estudo mais recente da consultoria norte-americana Frost & Sullivan, o Global FM Impact Report 2023, apontou que o mercado nacional movimentou US\$ 9,5 bilhões, o equivalente a mais de R\$ 49 bilhões na cotação atual. No total, o segmento atingiu a marca de US\$ 23,018 bilhões (R\$ 118,9 bilhões). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Associação Brasileira de Property, Workplace e Facility Management (Abrafac), os dados demonstram uma forte tendência à terceirização e confirmam que o mercado brasileiro segue em ascensão. Essa percepção também é compartilhada por empresários da Baixada Santista que atuam no setor, alocando profissionais em condomínios e empreendimentos diversos. O sócio-executivo do Grupo MS, Victor Foganholi Ribeiro, afirmou que a procura por serviços tem aumentado, sobretudo nas áreas de limpeza e portaria. Segundo ele, um dos fatores que impulsionam esse crescimento é a escassez de mão de obra qualificada. “Isso é algo que está escasso, difícil. Por isso, as empresas da nossa área oferecem treinamentos aos colaboradores, como os de controladoria e acesso profissional aos edifícios”, explicou. Entretanto, a busca pela terceirização não se deve apenas à falta de profissionais. Outra vantagem é a garantia de disponibilidade de funcionários em tempo integral. “Contamos com uma reserva técnica, que é ter colaboradores 24 horas disponíveis para qualquer emergência. Assim, se o cliente tiver um problema agora, vamos atender com uma equipe. Nossos clientes colocam isso como um diferencial”, destacou o diretor da Embraps Serviços, Rodolfo Quaresma. Economia Outro atrativo do segmento é a economia. Condomínios que contratam empresas especializadas deixam de arcar com custos que passam a ser responsabilidade da prestadora de serviços. De acordo com Quaresma, um exemplo disso é o gasto com segurança. O mesmo também vale para equipamentos de proteção individual (EPIs), que são de responsabilidade da empresa terceirizada. Além da redução de despesas operacionais, há também benefícios jurídicos. Sem a terceirização, o condomínio precisa registrar funcionários próprios, ficando exposto a eventuais processos trabalhistas. Com uma companhia contratada, essa responsabilidade é repassada. “Tenho prédios que estão com o mesmo funcionário há 20, 25 anos. Se um dia quiserem trocá-lo, ele vem para a empresa, e todo o passivo desse tempo é da empresa. O prédio continuará nos pagando a fatura, e cabe a nós fazermos essa administração financeira do passivo dele”, afirmou.