A prova 10 KM Tribuna FM se tornou um exemplo de sustentabilidade, com ações que vão desde a entrega de camisetas, o recolhimento adequado de copos e a doação de tênis (Sílvio Luiz/AT) Um setor que movimentou, entre janeiro e junho deste ano, R\$ 68 bilhões, segundo boletim da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), não poderia abrir mão de aderir às práticas ESG. E vem fazendo isso com cada vez mais assertividade. Eventos musicais como Rock in Rio e Tardezinha, do cantor Thiaguinho, por exemplo, têm apostado na sustentabilidade como elemento dos seus negócios. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O festival de música bienal, que ocorre no Rio de Janeiro, destacou na última edição, em 2024, ações de gestão sustentável de resíduos, como uso de copos reutilizáveis e participação do público na separação do lixo, visando alcançar a meta de “lixo zero” até 2030. Já a megaturnê de samba idealizada pelo ex-vocalista do Exaltasamba e pelo ator Rafael Zulu adotou práticas ESG em shows pelo país, incluindo gestão de resíduos, combate ao assédio sexual (Tardezinha Segura), acessibilidade e atendimento a PCDs. A iniciativa também beneficiou comunidades locais com projetos de energia renovável e segurança alimentar. A crescente demanda por sustentabilidade no setor de eventos deu origem ao Prêmio de Responsabilidade Empresarial no Setor de Eventos (Prese), parceria da Abrape com a Ambev. O concurso, que está em sua terceira edição, visa “valorizar e incentivar as ações de sustentabilidade de todo ecossistema de eventos no Brasil”. Corrida pela sustentabilidade Uma das maiores festas esportivas da Baixada Santista, os 10 KM Tribuna FM-Terra Santos, prova realizada no mês de maio, abraçaram a causa da sustentabilidade com sucesso. (Alexsander Ferraz/AT) De acordo com a supervisora de eventos do Grupo Tribuna, Fernanda Gusson, a edição deste ano foi marcada por diversas iniciativas de sustentabilidade e responsabilidade social. As camisetas da prova, por exemplo, são envolvidas com uma fita de papel reciclado, substituindo o uso de plásticos. Outro dado é que, durante o evento, foram recolhidos e destinados corretamente mais de 540 quilos de copos plásticos, entre copos de água e garrafas de isotônico - em parceria do Projeto Plástico Transforma, os plásticos serão transformados em lixeiras que serão doadas para as Vilas Criativas da Prefeitura de Santos. “Além dos copos, foram recolhidos 393 kg de papelão e 345 kg de lonas utilizadas na comunicação visual, entregues para ONG Sem Fronteiras, que deu a destinação correta. Durante a entrega dos kits, os participantes também puderam doar pares de tênis, que foram destinados ao Fundo Social de Solidariedade de Santos”, explica. Na semana seguinte à prova, pelo terceiro ano consecutivo, foi plantada uma muda de pau-brasil no canteiro central da avenida da praia, próximo à área de chegada. Além disso, durante a corrida, também foram veiculadas mensagens sobre diversidade e inclusão e proteção à infância e juventude. “Essas ações reafirmam o compromisso do evento com causas ambientais, sociais e de governança, fortalecendo o papel do esporte como agente transformador na sociedade”, acrescenta Fernanda. Acolhimento Um espaço de eventos no bairro de Moema, na Capital, o Sinimbu, adotou uma série de práticas sustentáveis durante a pandemia de covid-19, mas que seguem dando frutos até hoje. Uma delas é o Projeto Mongaru, com a produção e distribuição de marmitas para as pessoas vulneráveis. Atualmente, são produzidas entre 500 e 600 marmitas, que são levadas pela ONG Projeto em Nome da Fé a localidades no extremo sul da cidade. “Como a maior parte da nossa carteira de clientes é composta por multinacionais, tivemos que nos preparar bem para a retomada das empresas. Decidimos contratar uma auditoria da Fundação Vanzolini que realiza a certificação A2S (Ambiente Seguro & Saudável). Foi um processo muito rico em que tivemos que rever todos os nossos processos e “pôr a casa em ordem”, explica a sócia-proprietária Bettina Walker. Exemplos Um dos principais espaços para feiras e eventos do País, o Expo Center Norte, na Capital, também se tornou um exemplo de aplicação das práticas de ESG no setor. Entre as ações, estão 100% de reaproveitamento dos resíduos gerados através da reciclagem, compostagem e reaproveitamento energético; energia elétrica proveniente de fontes limpas; monitoramento e realização de inventários das emissões de gases do efeito estufa (GEE); articulação colaborativa com mais de 60 organizações, públicas privadas e da sociedade civil organizada e um código de conduta para colaboradores e fornecedores.