Ministra Marina Silva enviou mensagem em vídeo para dizer que “o Brasil precisa liderar pelo exemplo” (Vanessa Rodrigues/AT) O desenvolvimento sustentável e ações práticas necessitam de melhor comunicação para serem difundidas para os diversos segmentos da sociedade. E a realização da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) em Belém (PA), marcada para novembro, é um bom palco para se amplificar esse interesse. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Esse é um dos recados que ficam do encontro que abriu a quarta edição do projeto Agenda ESG, promovido pelo Grupo Tribuna. Os debates tiveram mediação da gerente de Projetos e Relações Institucionais do grupo, Arminda Augusto, e do economista Gesner Oliveira. “A gente tem que se juntar em grupos, falar sobre o clima, falar com a sua vizinhança, que medidas você pode tomar, cobrar dos candidatos, dos políticos, se eles estão alinhados com os desafios. Estamos diante de uma crise. E o papel do jornalista é falar bastante. Por isso a COP é tão importante”, avalia o jornalista Matthew Shirts, norte-americano radicado no Brasil, que atuou como editor-chefe da edição brasileira da revista National Geographic. AÇÕES O evento foi aberto com uma mensagem, em vídeo, da ministra de Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. “O enfrentamento da mudança do clima hoje é cada vez mais necessário. E o Brasil precisa liderar pelo exemplo. Uma das agendas mais importantes é a de mitigação, porque é evitando a emissão de CO₂, carbono, petróleo, o desmatamento, que a gente vai conseguir afastar o tema pela raiz”, afirma. Segundo ela, há um plano de transformação ecológica que organiza a transição energética e a economia verde. “Não basta a ação nacional, mas também global, e a COP30 vai ser o espaço.” Na sequência, a coordenadora do Movimento Nacional pelos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) no Estado, Nina Orlow, trouxe um pouco da visão de como os municípios paulistas têm incorporado essa preocupação em suas agendas. “A gente tem, no Brasil, 5.570 municípios que estão em situações muito distintas, inclusive em função da desigualdade. Então, se no Estado muitas das metas dos ODS já tinham sido alcançadas, na média, quando do lançamento da Agenda 2030 (o que ocorreu em 2015), em outros, a situação é muito dramática, com a necessária implementação de políticas públicas”, pondera Nina. Ronaldo Christofoletti, professor do Instituto do Mar da Unifesp-Baixada Santista, reiterou a preocupação com as tragédias climáticas cada vez mais frequentes. “Nos últimos 30 anos, 83% dos municípios do País já registraram ao menos uma vez, uma catástrofe de chuva”. André Dabus, diretor de Infraestrutura, Power & Utilities da Marsh Brasil, vai na mesma linha. “É mais difícil para o cidadão comum, ou mesmo para as empresas, criar ou comprar um mecanismo que possa eliminar ou mitigar eventuais riscos e consequências dos fenômenos climáticos”. Por fim, o urbanista climático e especialista em resiliência, Pedro Henrique de Christo, entende que “o mais importante é trazer o debate para as cidades, onde vive a maioria das pessoas, com o entendimento do que tem que fazer pela transição climática”. PLANTIO Após o evento, o diretor-presidente da TV Tribuna, Roberto Clemente Santini, e a diretora vice-presidente, Renata Santini Cypriano, participaram do plantio de uma árvore do tipo Manacá da Serra. “Há quatro anos apostamos nessa agenda, que, até então, era pouco difundida. E a gente tem um projeto que cresceu bastante. Espero que cada vez mais as empresas sigam essa prática tão importante”, diz Roberto Santini.