Plano de mobilidade para o Litoral de SP está próximo

Em 8 de dezembro, a Agência Metropolitana da Baixada Santista apresentará o documento, debatido em A Região em Pauta

Por: Ted Sartori, colaborador  -  01/11/22  -  15:15
O auditório do Grupo Tribuna sediou mais uma edição do evento A Região em Pauta
O auditório do Grupo Tribuna sediou mais uma edição do evento A Região em Pauta   Foto: Fabrício Costa/AT

A Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem) está prestes a apresentar o Plano Regional de Mobilidade Sustentável e Logística para a Região. O documento, que está na reta final de elaboração, será revelado integralmente na manhã de 8 de dezembro, na sede da Associação Comercial de Santos, no Centro Histórico.


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“Vamos fazer a entrega deste pacto metropolitano aos prefeitos. E deixamos bem claro que não é uma imposição. É simplesmente um estudo. E que nunca foi feito na nossa região. É muito interessante e foi realizado com muito carinho e dedicação”, afirma Milton Gonçalves da Luz, diretor-executivo da Agem.


Gonçalves foi um dos convidados do fórum A Região em Pauta, realizado nesta segunda (31) no auditório do Grupo Tribuna, com mediação de Arminda Augusto, gerente de Projetos e Relações Institucionais do Grupo Tribuna. Como o tema foi mobilidade urbana, o diretor-executivo da Agem revelou pontos do documento em sua apresentação, realizada no primeiro painel.


“Na quarta-feira passada, tivemos o módulo três (de um total cinco) com representantes dos nove municípios. Houve a definição da visão e dos objetivos estratégicos para os próximos 20 anos, elaboração de cenários de mobilidade para curto, médio e longo prazos, modelagem, análise e comparação dos cenários”, explica Gonçalves.


Convênio

Com planos e estudos já elaborados, dados disponíveis nos municípios e no Estado, pesquisas específicas, como levantamentos de campo, e temas analisados (entre eles, deslocamento de usuários, transporte ativo - pedestres e bicicletas, transporte público e infraestrutura para deslocamentos metropolitanos), o Plano Regional de Mobilidade Sustentável e Logística não teve a utilização de dinheiro público. Trata-se de um convênio assinado por intermédio do Programa Euroclima +.


“A AFD (Agência Francesa de Desenvolvimento) colocou 500 mil euros (R$ 2,552 milhões, na cotação de ontem) a fundo perdido, e a Setec (empresa internacional de engenharia, com sedes no Brasil e na França) começou a desenvolver o plano”, explicou Gonçalves.


Representantes desse consórcio vieram do exterior, e reuniões presenciais, mesmo no meio da pandemia, foram realizadas com os municípios para saber quais as necessidades e prioridades em cada um deles.


“Em 25 de novembro, será realizada uma audiência pública na Câmara Municipal de Santos. Fiz questão, desde quando iniciamos as conversas com a Setec e a AFD, de chamar a sociedade civil para saber quais os impactos e as necessidades”, revela o diretor-executivo da Agem. Escutas Setoriais também já tinham sido feitas.


O fórum A Região em Pauta foi acompanhado por Roberto Clemente Santini, diretor-presidente da TV Tribuna, e Marcos Clemente Santini, diretor-presidente de A Tribuna. Um caderno especial, que amplia a discussão, será publicado no próximo domingo.


União de forças

Prefeita de Praia Grande e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), Raquel Chini clama pela união das forças políticas para que o Plano Regional de Mobilidade Sustentável e Logística para a região se transforme efetivamente em realidade.


“Temos que juntar todas essas pessoas de qualidade, esses políticos que lutam por nossa região, e deixar a vaidade de lado e quaisquer rusgas que existam. Sozinhos não chegamos a lugar algum”, afirma Raquel, uma das convidadas do segundo painel do fórum A Região em Pauta.


A presidente do Condesb espera que cada prefeito avalie o documento sob todos os aspectos. “Nenhuma empresa que faça qualquer tipo de plano tem a propriedade que nós, que estamos na região, temos de conhecer nossas demandas. Então, muitas coisas podem ter passado ou a pesquisa não ter pegado. Temos que fechar isso de forma metropolitana e com o Governo do Estado que está entrando agora”, comenta.


Deputado estadual reeleito e coordenador da Frente Parlamentar de Apoio à Região Metropolitana da Baixada Santista, Caio França (PSB) foi outro convidado e atentou para a necessidade de vontade econômica e política do Governo Estadual.


“Não tem linha ideológica. É investimento para a Baixada. Penso que nós, os deputados estaduais e os federais, vamos nos juntar e cobrar. No que diz respeito aos projetos maiores — citaria o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o Viaduto da Curva do S e a ligação seca (Santos-Guarujá) —, são decisões de investimentos no orçamento do Estado. Claro que a União também tem que fazer a sua contribuição em uma parte deles. Temos recebido pessoas para morar na Baixada, além da sazonalidade. É pensar na Baixada dos próximos anos (...). Ou seja, temos bons argumentos para explicar ao Governo”, analisa.


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