[[legacy_image_220212]] A placidez das águas também reúne condições de ajudar a mobilidade urbana, com o transporte público aquaviário de passageiros. Uma conta simples já dá uma ideia da importância: de Peruíbe a Bertioga, demora-se em torno de três horas de ônibus, enquanto de barco levaria de 1h30 a 1h45, o que representa a metade do tempo. É a proposição da SP Hidro S/A, empresa criada com essa finalidade. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Não criamos nada. Existem centenas de estudos sobre isso. Estão todos na internet. A gente propôs tirar isso do papel”, afirma Gontran Parente, diretor da SP Hidro. “Nossa ideia não é uma startup. Não queremos ficar ricos com isso. Nossa ideia é que os usuários também sejam acionistas da empresa. É uma iniciativa privada com a bênção do Poder Público. Conversamos com as Prefeituras e todas abraçaram o projeto”, emenda. Tendo a regulamentação da Marinha e da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), a intenção é oferecer barcos pequenos e de baixo calado, de acordo com a realidade hidrográfica da região, mas apoiados em quatro princípios: segurança, rapidez, custo reduzido e conforto. E com energia limpa. “Alguns barcos já foram testados e estamos caminhando neste sentido. Depois de quase dois anos de trabalho, chegamos ao final dos projetos técnicos e toda a frota será com motores elétricos. Vai ser a primeira empresa de transporte público aquaviário de passageiros com emissão zero. O estudo está concluído e temos toda a parte de engenharia pronta”, revela Parente. Recursos e demandaO diretor da SP Hidro explicou que estão aprovados R\$ 161 milhões no Ministério da Infraestrutura para aquisição das embarcações. “E nós estamos pleiteando mais ou menos uns R\$ 350 mi a R\$ 400 mi para poder fazer a contratação da mão de obra específica, além do treinamento. No total, dá em torno de R\$ 500 milhões”, completa. Parente lembrou que não haverá obra civil para os píeres, já que serão flutuantes. O custo da tarifa ainda não foi definido, mas promete não ser alto em razão das condições econômicas dos habituais usuários do transporte. “Estamos conversando com o Governo do Estado, que pagaria a operação e estabeleceria a política tarifária. Nossa margem de lucro seria pequena, de 10%”, afirma. “As pessoas são de regiões de alta vulnerabilidade social. Tem demanda, mas ainda não foi tentado na prática. Temos estudos de origem e destino, mas da parte rodoviária. Mas a gente acredita que vai ter que triplicar, de acordo com nossas projeções”, finaliza.