Educação: escolas têm desafios de conectar as gerações

A relação dos jovens com a tecnologia criou um novo cenário dentro das salas de aula

Por: Da Redação  -  05/11/23  -  18:59
Graças à tecnologia, professores lidam com alunos mais informados
Graças à tecnologia, professores lidam com alunos mais informados   Foto: Imagem ilustrativa/Unsplash

A relação dos jovens com a tecnologia criou um novo cenário dentro das salas de aula. Anos atrás, os professores eram os detentores exclusivos do conhecimento. Porém, agora, com o celular e a internet, os alunos passaram a ter mais informações, exigindo dos docentes uma nova dinâmica.


Diante isso, a educadora e vice-reitora da Universidade de Ribeirão Preto, campus Guarujá, Priscilla Bonini Ribeiro, disse que os “mestres” precisam de um preparo maior para ensinar. “Na sala de aula, você tem conflitos de geração. Tem professor que entende que está ali como único conhecedor do assunto. Só que não é mais assim. O estudante, enquanto o professor está falando, abre o Google, pega a informação e questiona”.


A estudiosa ressaltou, ainda, que as distinções não se limitam ao papel dos agentes que estão nas escolas, mas também ao comportamento de cada personagem. “O que é respeito para uma geração, para a outra é irreverência. Como conectar (todos)?”, questionou.


Assim, a especialista sugeriu que haja um recomeço, para se resolver as diferenças. “Precisamos ‘resetar’ a educação que tínhamos no século passado e reinventar uma relação”.


Reiniciando-se ou não a maneira de ensinar, uma coisa não muda: o papel dos mestres segue sendo primordial, mesmo com o incremento da tecnologia, como a inteligência artificial. E o que se pede deles? Que sejam mais que apenas professores.


“Existe uma diferença entre ser educador e professor. Este (último) sabe o conteúdo, é uma sumidade, mas não consegue passar o conhecimento. Já o educador é um professor, mas que enxerga o sujeito”, comparou Alessandra Mazzotta, psicanalista e fundadora do Espaço Adolescer, que, há 30 anos trabalha com questões envolvendo jovens, seus conflitos e suas relações interpessoais e com as famílias.


Professora da Unidade Municipal de Educação (UME) Pedro II, Thatiana Antunes afirmou que quer ser, para sempre, a pessoa que vai fazer a ponte entre os alunos e o aprendizado. Este desejo vem de um compromisso assumido há anos. “Quando nos formamos, juramos ensinar com amor, ter prazer na profissão. Juramos que, enquanto o estudante não aprender, não vamos desistir”.


Logo A Tribuna
Newsletter