Um modelo educacional que integra diferentes níveis de formação profissional, desde o ensino médio até a pós-graduação, permitindo que o aluno avance nessa área de conhecimento. A verticalização é utilizada em importantes instituições de ensino, e, durante o A Região em Pauta, os dirigentes defenderam sua implantação. O principal objetivo é facilitar a progressão dos estudos, aproveitando os créditos e competências adquiridos no ensino técnico para a sequência em cursos de nível superior tecnológico e, eventualmente, pós-graduação. “Em 2018, a IBM bateu na porta do Centro Paula Souza e nos apresentou projeto de verticalização, um modelo americano, onde o aluno adquire crédito do ensino médio para usar na universidade. E a gente achou bem interessante, porque estava sendo discutido no MEC. E, como nós temos tanto instituições de ensino médio como de ensino superior, pensamos: por que não?”, conta o coordenador de projetos do CPS, Ângelo Alvarez. O curso, de cinco anos, não tem vestibular no meio, ou seja, é uma composição única - daí o nome de verticalização. “Eles fazem os três primeiros anos no ensino médio técnico, dentro da habilitação que escolheram. E automaticamente, ao longo do quarto ano, já passam para a faculdade”, pontua Alvarez. Senai O Senai também tem seu programa de estudos continuados, o Verticaliza. De acordo com o diretor das unidades em Santos e Cubatão, Daniel Silva, ele traz aos seus técnicos de nível médio uma conexão direta com as oportunidades reais de trabalho. “Se eu quero atrair o interesse do jovem, tem renda e faz com que ele tenha uma efetivação em empresas de grande porte”, aponta. Segundo ele, o técnico se conecta com a indústria enquanto ele está nela, e essa mesma indústria patrocina o tecnólogo, ou seja, permite a ele obter experiência, aproveitar a formação tecnológica, com grande competências e competitividade. A partir daí, com o aproveitamento dos estudos, forma o nível superior (os bacharelados). “Você passa a ter um engenheiro de fato”, raciocina. IFSP No Instituto Federal de São Paulo (IFSP), a verticalização dos estudos também é uma realidade, de acordo com o diretor-adjunto de Pesquisa e Inovação, Leandro Fabrício Campelo. “Talvez poucos lugares do mundo tenham essa característica, Aqui, o aluno pode fazer o ensino médio, o técnico, o tecnólogo, o superior e a pós-graduação”, pontua.