Assunto foi o tema do fórum A Região em Pauta, promovido pelo Grupo Tribuna; no domingo, conteúdo especial detalhará o que se debateu (Sílvio Luiz/AT) Santos, Guarujá e Bertioga, juntas, correspondem a mais da metade das instalações de energia solar fotovoltaica na Baixada Santista. Somadas, representam 53% do total. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (28), durante o terceiro fórum deste ano do projeto A Região em Pauta, do Grupo Tribuna, que teve como tema Energia Limpa. Quem citou estas informações foi o coordenador estadual da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Pedro Drummond. A pesquisa utilizou indicadores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), atualizados este ano. De acordo com os dados apresentados, Santos lidera o ranking local. São 20,5% do total, com 12,9 megawatts (MW) de potência instalada. Na segunda posição, aparecem os guarujaenses, com 17,2%, tendo 10,8 MW. Bertioga fecha o pódio, com 15,3% ou 9,6 MW. Pedro Drummond, coordenador estadual de São Paulo da Absolar, Raphael Alvarenga, diretor-executivo da Alva Energia Solar, e Paulo Mendes, diretor-executivo do Grupo Mendes, foram os convidados (Sílvio Luiz/AT) Expansão O coordenador da Absolar destacou um fato a respeito de Santos. O especialista afirmou que, recentemente, houve um salto na quantidade de instalações. O município saiu de 34 quilowatts (kW), em 2015, para 12.871 kW (ou 12,9 MW) neste ano. O aumento acompanha o crescimento registrado no Brasil. Segundo o relatório Global Market Outlook For Solar Power 2024, o País se tornou o sexto do mundo em capacidade de potência acumulada, com 39,4 gigawatts (GW). Ficaram à frente China, Estados Unidos, Japão, Índia e Alemanha, nessa ordem. A respeito desse cenário, Pedro Drummond disse que o País continuará em alta. “O Brasil foi o terceiro que, em 2023, mais instalou energia solar no mundo. Em dez anos, passamos de irrelevantes para sexto (lugar) do planeta. Vamos continuar crescendo.” Apesar disso, o especialista declarou que há entraves. O empresário Paulo Mendes, diretor-executivo do Grupo Mendes, que tem como um de seus braços a empresa Ineer Energia, apontou dois dos problemas. “As questões tributária e fiscal são muito complicadas. Talvez, este seja o obstáculo mais difícil de ser ultrapassado”, falou. Retorno rápido Normalmente, quem investe nesse tipo de energia busca economia na conta de luz. Mas a estrutura custa alguns milhares de reais. Em quanto tempo haverá retorno? Conforme o diretor-executivo da empresa Alva Energia Solar, Raphael Alvarenga, “antes, o payback passava de dez anos. O material era caro, e não havia muitos fabricantes no mundo. Hoje, o retorno leva de três anos a três anos e meio”. Veja, no domingo, conteúdo especial sobre os assuntos tratados nesta edição do fórum.