Pedro Scazufca também falou que o País deve reduzir perda de água (Alexsander Ferraz/AT) Assinado em 2020, o Marco Legal do Saneamento Básico estabelece que, até 2033, 99% da população brasileira deve ter acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento de esgoto. Porém, no ritmo atual de evolução, o País terá dificuldades para alcançar os objetivos. Por isso, é preciso acelerar o processo de melhorias e expansão da infraestrutura. Essa necessidade foi levantada pelo economista e sócio da GO Associados, Pedro Scazufca. O especialista afirmou que o andamento dos trabalhos está longe do ideal. “Tem existido uma evolução, principalmente em tratamento de esgoto e coleta. Mas, no geral, está relativamente mais lenta do que precisamos. Basicamente, a gente tem evoluído cerca de um ponto percentual ao ano, só que necessitamos andar mais rápido, para, de fato, conseguirmos universalizar o serviço”, declarou. O convidado do fórum do projeto A Região em Pauta admitiu que o Brasil está diante de um desafio. Neste sentido, a região Norte é o local mais problemático. “O último dado disponível indica que um terço da população nacional não tem abastecimento de água. Em relação ao esgoto, no Sudeste, estamos com 81% na média. Já no Norte, só 15%”. Desperdício Além de apressar obras e aumentar o atendimento, Scazufca declarou que o País deve encontrar meios para diminuir a perda de água. “A cada 100 litros produzidos aqui, quase 40% ou se perdem em termos de vazamentos, ou a concessionária não consegue cobrar, seja por problemas de medição, operacionais ou comerciais”. De acordo com o economista, essa dificuldade necessita ser superada. Caso contrário, os índices de desperdício podem crescer. “Na agenda da universalização, você tem a necessidade de aumentar, aprimorar a eficiência. Conversando com especialistas, quando se fala de perda, você precisa investir e trabalhar na gestão, porque a tendência é que esse número aumente se nada for feito”.