Pesquisa IPAT apontou travas do tratamento, e a principal delas é marcar exame preventivo (FreePik) A boa aceitação dos exames preventivos contra o câncer de mama (mamografia ou ultrassom) nos últimos 12 meses e a dificuldade em acesso pelo SUS como principal barreira. Esses foram dados aferidos na pesquisa por adesão feita pelo Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT) sobre o Outubro Rosa, via e-mail respondido voluntariamente pelos assinantes do jornal. A consulta não tem caráter científico. De acordo com o levantamento, 79% das pessoas consultadas realizaram exames preventivos contra o câncer de mama (mamografia e ultrassom) nos últimos 12 meses. Outras 21% afirmaram que não fizeram os exames. Enquanto isso, 58% das mulheres que responderam ao levantamento relataram que a dificuldade de acesso pelo SUS é a maior barreira para a realização de exames preventivos hoje em dia. Outras causas apontadas foram a falta de informação (21%), seguida pela falta de tempo e medo/ansiedade em relação ao resultado, ambas com 11%. A maioria das entrevistadas também corroborou com a importância de campanhas como o Outubro Rosa — 52,6% acreditam que elas têm muito impacto, contra 26,3% (algum impacto) e 21,1% (pouco impacto). Já 32% das mulheres consultadas entendem que a saúde mental é o principal tema de saúde da mulher que deveria ganhar espaço em campanhas públicas. Outras 29% apontam o câncer de colo de útero, sendo que 24% escolheram a menopausa. Sobre a utilização de serviços públicos ou de entidades voltados para prevenção e apoio em saúde da mulher, o resultado indicou que 37% das consultadas conhecem os serviços e já os utilizaram. Outras 32% conhecem, mas não utilizaram. Já 26% ouviram falar, mas não conhecem bem a respeito; e 5% não conhecem. As consultadas afirmaram, em sua maioria, que os serviços públicos e de entidades da região são parcialmente acessíveis (57,9%), contra pouco acessíveis (10,5%), nada acessíveis (5,3%) e muito acessíveis (5,3%). Outras 21,1% não souberam avaliar. Por fim, 79% das entrevistadas afirmam que nunca tiveram diagnóstico de câncer de mama, contra 21% que já teve a doença.