Raphael Alvarenga ressaltou que, por volta de 2016, eram necessários dez anos para o investimento voltar (Sílvio Luiz/AT) O payback, ou o tempo de retorno de investimento, para quem instala energia solar está muito mais rápido. Atualmente, são necessários, em média, cerca de três a quatro anos para que o sistema se pague e passe a gerar ganhos. Por volta de 2016, eram necessários dez anos para se chegar ao mesmo patamar. Essa redução da espera para a recuperação do montante utilizado foi confirmada pelo diretor-executivo da empresa Alva Energia Solar, Raphael Alvarenga. O participante do fórum de A Região em Pauta explicou por que se aguarda menos agora. “Em 2015 e 2016, o payback ultrapassava dez anos por causa do material, que era muito caro, pois não tínhamos muitos fabricantes no mundo produzindo painéis. Mas, conforme foram aumentando os produtores, cresceu a competitividade. Automaticamente, o preço foi caindo”, frisou. Desta forma, os orçamentos ficaram mais em conta, fazendo com que o comprador precise de menos tempo para que o investimento volte. “Na composição do custo final, está o material e o serviço. Sobre a mão de obra, não tem o que fazer, porque o serviço tinha de ser executado. Já os produtos encareciam muito o projeto. Hoje em dia, está muito mais barato”. Alvarenga enfatizou que, embora os itens que compõem o sistema de energia solar tenham um preço menor, sua qualidade permanece intacta. “Com relação à produtividade, os painéis mais específicos possuem 25 anos de garantia, além de 12 anos contra defeitos de fabricação”. Inclusão de baterias Presente no evento, o coordenador estadual da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Pedro Drummond, disse que, em breve, os novos sistemas de energia solar terão uma bateria, que vai armazenar a eletricidade gerada. Questionado se a inclusão deste equipamento afetaria o payback, ele afirmou que o tempo de retorno do investimento aumentaria pouco. “Daria cerca de três anos e pouco”. Créditos Raphael Alvarenga afirmou que, quando o equipamento gera mais energia do que o necessário para uma residência, a quantidade excedente é “entregue” à distribuidora, que a transforma em crédito. “Você pode usar isso em outros meses ou encaminhar a energia gerada para um outro local (residencial ou comercial), abatendo-a na conta”. Optando-se pela segunda alternativa, algumas regras têm de ser respeitadas. “A titularidade das duas contas de energia (a que gerou créditos e a que os recebe) deve ser a mesma. Além disso, os dois endereços necessitam fazer parte da mesma concessionária de energia”. Empresário reconheceu que o sombreamento, causado muitas vezes por prédios, pode prejudicar a geração de energia solar nas residências (Alexsander Ferraz/AT) Análise assegura economia na conta de luz Raphael Alvarenga disse que novos clientes instalam os equipamentos de energia solar cientes de quanto vão economizar na conta de luz. Não há surpresas porque, enquanto o projeto é estruturado, estudos são realizados, apontando o desconto máximo possível. Somente se o percentual for satisfatório para os compradores, o sistema é implementado. Do contrário, nem sai do papel. Antes de falar sobre a precisão das análises realizadas antes da instalação, o empresário confirmou que a geração de energia pode ser prejudicada pela sombra de prédios. “Isso, realmente, vai prejudicar a minha geração”. Entretanto, só se sabe a proporção da perda por meio de avaliações como a que é feita pela empresa de Alvarenga. “Eu fui atrás de um software no qual eu conseguisse, além de projetar a energia solar, avaliar todos os obstáculos, principalmente o sombreamento.” Segundo ele, os dados obtidos o ajudam a dimensionar a quantidade de painéis a serem colocados. “Aí, informo o cliente. Eu falo que, em valores hipotéticos, ele vai ter 30% de perda”. Ciente desses valores, o consumidor decide, tendo a certeza de sua geração de energia, se o melhor é avançar ou não no processo.