O encontro de número 90 do A Região em Pauta ocorreu no último dia 21, no auditório do Grupo Tribuna (Sílvio Luiz/AT) Em um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico, a integração entre as empresas e as instituições de ensino ganhou importância ainda maior. Essa conexão é que pode gerar currículos mais atualizados, capazes de atrair aos jovens que buscam formação nos diferentes níveis. Assim, o diálogo entre os segmentos é crucial. Esse é um dos principais recados que deixou a última edição do projeto A Região em Pauta, cujo encontro ocorreu no último dia 21, no auditório do Grupo Tribuna, com moderação da gerente de Projetos e Relações Institucionais, Arminda Augusto. Para o diretor das unidades do Senai em Santos e Cubatão, Daniel Silva, é extremamente importante a aproximação do setor produtivo com as instituições de formação profissional. “Nós temos as formações mais abrangentes, tem a chamada formação inicial, seja no nível básico, nível médio, nível superior e tal, mas você precisa de um portfólio adequado para o processo de formação continuada. Então, você não para de estudar e desenvolver novas competências, até porque os desafios do setor produtivo vão se transformando, você precisa dar continuidade”, afirma. Já o coordenador de projetos do Centro Paula Souza (CPS), Ângelo Alvarez, reforça que, na instituição, todo semestre, os coordenadores de projetos desenvolvem currículos, e que a média semestral é de 10 cursos novos e entre 40 e 50 reformulações. “Tudo isso é reflexo dessa volatilidade do mercado. E está mudando todo mundo, toda hora. O termômetro que nós temos é a evasão, a procura. Porque nós temos o vestibulinho como entrada, cuja procura registra o interesse dos alunos interesse em fazer esse tipo de curso, enquanto a saída dos egressos, reflete a empregabilidade”, argumenta. Enquanto isso, o diretor-adjunto de Pesquisa e Inovação do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), Leandro Fabrício Campelo, também ressalta a importância dessa conexão. “O Instituto Federal também tem uma agência de inovação. A gente visita as empresas e fecha essas parcerias. Então, dependendo da demanda, o Instituto Federal está preparado para atender. Por isso que a gente visita as cidades para ver as demandas, fazendo com que os profissionais do campus com seus estudantes, possam atendê-las”. Empresas Do lado das empresas, o fortalecimento do diálogo com a Academia também é considerado peça importante na engrenagem profissional - embora o diploma não seja o único critério. “Seja onde for, permite a mobilidade social. Esse jovem passa a ter o poder de escolha sobre a sua vida e não necessariamente ele fica subjugado à condição social que ele está inserido naquele momento”, sustenta a coordenadora de Sustentabilidade Social da Santos Brasil, Marjorie Samaha. Já a analista de Desenvolvimento de Gente & Gestão da Portocel, Camila Maganin, traça um perfil do mercado de trabalho encontrado em Santos — a matriz da empresa fica no Espírito Santo. “Percebi que, dos currículos que a gente recebia, a maioria era de egressos da Fatec ou da Etec. Não é uma obrigatoriedade”. Por fim, o gerente-geral de operações da empresa Transtec World, Marcos Vinícius, o diploma de curso técnico não é uma exigência, mas reflete uma preferência. “Não temos uma restrição, mas quem tem um curso técnico a gente vê de outra forma”, admite.