(Adobe Stock) Álcool, drogas e transtorno mental foram os motivos mais citados para levar as pessoas à situação de rua. Foram 66 menções na alternativa para responder à pergunta proposta aos assinantes de A Tribuna. No total, 81 assinantes responderam ao breve questionário enviado dias antes do fórum realizado na última segunda-feira, A adesão foi voluntária e não teve caráter científico, mas funcionou como um termômetro sobre o que pensam as pessoas quando o tema é população de rua. Na pergunta sobre os motivos que levam as pessoas a viver nas ruas, havia possibilidade de escolha de até duas opções. Conflitos familiares, com 35 citações, foi a segunda mais lembrada, seguida de Desemprego, com 22. (Infográfico Luiz Sérgio Moura) Mais questionamentos Outras perguntas também foram feitas, mas com a chance de apenas uma resposta. Em “Para evitar o aumento de pessoas em situação de rua, o Poder Público deveria investir prioritariamente em qual área?”, 46% responderam emprego e geração de renda. Assistência social foi lembrada por 35%. Na questão que quis saber se o entrevistado, pessoalmente, costuma dar dinheiro, comida, roupas ou outro tipo de ajuda para pessoas em situação de rua quando abordada, a resposta “Sim, algumas vezes” foi a mais citada - 36% das pessoas consultadas -, enquanto 23% disseram que sim, mas quase nunca. Cinquenta e sete por cento dos entrevistados disseram que a pessoa não tem o direito de permanecer vivendo nas ruas, porque isso não deve ser uma escolha digna. Por outro lado, 35% disseram que sim, porque a pessoa tem direito de aceitar ou não as ofertas dos serviços do Poder Público. Por fim, 59% dos consultados responderam que essa problemática da população em situação de rua deve ser enfrentada como um assunto do Poder Público e sociedade. Já 30% cita que tem de ser por toda sociedade, por estar ligada à desigualdade social. “Aqui (com os resultados) a gente já percebe como é complexo debater. Se é complexo debater, imagina formatar, formular e colocar em prática uma política pública que seja efetiva, assertiva, enfim, de encaminhamento”, afirma a gerente de Projetos e Relações Institucionais do Grupo Tribuna, Arminda Augusto.