Samuel e a esposa Isabela Fernandes compartilham a rotina na internet (Reprodução/ Instagram) As redes sociais têm se tornado aliadas poderosas na luta por inclusão. Esse foi o tom de uma das discussões do A Região em Pauta, com o tema Inclusão, realizado no auditório do Grupo Tribuna. O ator e palestrante Samuel Sestaro e a nutricionista e influenciadora Ana Bianca Sessa, que foi convidada para fazer perguntas, lembraram que a visibilidade conquistada por pessoas com deficiência na internet vem transformando a forma como a sociedade enxerga o tema. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Samuel contou que, além de palestrar em escolas, congressos e instituições, ele e a esposa Isabela Fernandes - ambos com síndrome de Down - também atuam como criadores de conteúdo digital. Juntos, compartilham o cotidiano e reflexões sobre acessibilidade. Para ele, a presença de influenciadores com deficiência ajuda a romper barreiras. “Quando mostramos nossa rotina, nossas lutas e conquistas, as pessoas começam a entender que a deficiência não é incapacidade. É apenas uma característica, e todos nós temos talentos a oferecer”, disse. Samuel também contou que é uma nova forma de monetização, onde patrocinadores podem entrar em contato com eles e solicitar uma propaganda, anúncio e outras formas de expor seu produto ou serviço. Ganho de referência Bianca, que tem má-formação congênita na mão esquerda, reforçou que a representatividade on-line tem um papel fundamental para famílias e jovens que, muitas vezes, não encontram referências positivas no ambiente escolar ou no mercado de trabalho. Segundo ela, ver influenciadores ocupando espaços de destaque ajuda a mudar a percepção social. “É no entretenimento e nas redes que a gente começa a mostrar o protagonismo. Antes, pessoas com deficiência quase não apareciam. Hoje, quando uma mãe vê alguém parecido com seu filho sendo valorizado, passa a acreditar mais no potencial dele”. Para os participantes, as redes sociais não substituem políticas públicas, mas funcionam como vitrine para debates urgentes. “Quando você vê alguém com deficiência produzindo conteúdo, mostrando sua vida e conquistando espaço, isso abre caminho para novas gerações acreditarem que também podem”, disse Samuel.