Esta edição do fórum A Região em Pauta, com o tema Inclusão, foi realizada no dia 29 de setembro (Alexsander Ferraz/AT) A inclusão de pessoas com deficiência, negros e LGBTQIA+ ainda enfrenta barreiras significativas na Baixada Santista. É o que mostra levantamento exclusivo feito pelo Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT) com assinantes do jornal que aderiram ao questionário. Os dados foram apresentados durante o fórum de segunda-feira. O levantamento apontou que 63% dos entrevistados reconhecem a existência de informações sobre inclusão, mas consideram os dados insuficientes ou dispersos. Outros 18% disseram que quase não há estatísticas, enquanto 14% acreditam que existem dados confiáveis e acessíveis. Apenas 5% afirmaram que não existem. Quando o assunto é a percepção sobre o grau de inclusão de pessoas com deficiência em trabalho, educação e serviços, 49% avaliaram como insuficiente e 44% como razoável. Apenas 5% disseram que a situação é muito boa, contra 3% que consideraram muito ruim. Em relação à inclusão de pretos e pardos, 68% dos entrevistados percebem avanços moderados, enquanto 18% apontaram avanços significativos e 14% disseram que houve pouco avanço. Nenhum participante avaliou que não houve avanço algum. Já no caso da comunidade LGBTQIA+, a percepção é de que a aceitação ainda está distante de ser plena: 81% acreditam que existem ambientes de respeito, mas com barreiras. Para 14%, esses espaços raramente existem, enquanto apenas 5% enxergam igualdade com frequência. Ninguém marcou a opção “nunca”. Mais importante A pesquisa também quis saber o que os leitores consideram mais necessário para promover a inclusão. 39% apontaram políticas públicas e fiscalização efetivas como prioridade, seguidos por 28% que destacaram a importância de educação e campanhas de conscientização e 25% que cobraram ações práticas das empresas, como contratações e programas internos. Outros 7% apontaram a falta de dados públicos como o principal obstáculo. Por fim, 1% marcou a opção ‘outra’. Outro tema foi a possibilidade de criação de cotas específicas para negros e LGBTQIA+ no mercado de trabalho, nos moldes das já existentes para pessoas com deficiência. A opinião ficou dividida: 38% rejeitam a ideia por acreditarem que todos devem ser tratados iguais, 34% consideram que pode gerar mais oportunidades, mesmo com risco de privilégios, e 24% defendem uma lei específica para garantir vagas. Apenas 4% não souberam responder.