Temores relacionados à segurança são um entrave para comércios físicos e representantes do setor veem necessidade de união (Alexsander Ferraz/AT) Insegurança, dificuldade para estacionar e trânsito. Estes três elementos desestimulam os consumidores a procurarem o varejo de rua. Como se tratam de empecilhos que não podem ser eliminados pelo setor privado, os empresários dependem da ação do poder público a fim de mitigar estes obstáculos. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O problema citado acima foi apresentado no fórum A Região em Pauta pelo consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), Alexandre Giraldi Moreira. Enquanto fazia sua explanação inicial sobre o comércio, ele revelou que o medo que consumidores têm de serem roubados ou sofrerem furtos é um grande entrave. “O motivo principal (para desistir de ir ao comércio) é a insegurança. Isso traz um impedimento de querer ir até lá (...) Se compro um celular, até chegar ao carro, vou ser assaltado? A sensação de segurança é necessária para conseguir trazer o cliente para a rua”, considerou. O painelista, mais adiante, também analisou os outros pontos que desencorajam o público. “Com que facilidade consigo estacionar perto do seu comércio? Vou dar 25 voltas no quarteirão, para encontrar um lugar, sendo que paro e vem flanelinha?”, perguntou, citando, ainda, o intenso tráfego de veículos como algo que também impacta. Em sua fala, o integrante do Sebrae-SP ponderou que nenhum dos problemas mencionados pode ser resolvido pelos próprios empreendedores. “Tem coisa que não faz parte de nosso poder. Não consigo quebrar um espaço na calçada, para fazer estacionamento”. Diante disso, para que as dificuldades sejam solucionadas, o consultor pediu a união dos comerciantes. “O poder público pode nos ajudar muito, mas quando somos unidos para isso. Não nos juntamos com o empresário do lado para fazer pressão. Somos uma classe desunida”, lamentou. O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo, Maurício Stainoff, concordou com Giraldi, indo além do que o colega declarou. Para ele, somente com o empresariado organizado haverá melhorias. “Você depende de políticas públicas, só que o incentivo para que elas aconteçam depende da organização daqueles que têm interesse. De forma organizada, você tenta mudar a realidade. Se não for assim ao poder público, ele vai achar que a situação está adequada”, ressaltou.