Material será prensado, pesado e vendido para a indústria pela ONG (Divulgação) Exatos 387 quilos de plástico deixaram de ir para o aterro sanitário no último domingo e foram destinados à reciclagem. Esse foi o resultado da coleta seletiva feita durante a terceira edição dos 5K Tribuna, quando foram distribuídos mais de 38 mil copinhos plásticos em todos os pontos de hidratação durante e ao final do percurso. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A destinação para a reciclagem dos copinhos de água das provas realizadas pelo Grupo Tribuna tem sido adotada nas corridas de rua dos últimos anos, tanto de 5K, em dezembro, como na mais tradicional, os 10 KM Tribuna FM, realizada em maio. “Queremos reduzir o impacto ambiental das provas, adotando práticas mais sustentáveis. Todo esse plástico, que acabava indo para o lixo, volta para a cadeia produtiva, a economia circular de que tanto precisamos”, diz Marcos Clemente Santini, diretor-presidente de A Tribuna e diretor-geral de todas as corridas de rua do grupo. Processo Os copinhos plásticos das provas são recolhidos pela ONG Sem Fronteiras, uma cooperativa de reciclagem e educação ambiental instalada no bairro Paquetá, região central de Santos. Para a prova de domingo passado, 17 trabalhadores da reciclagem foram destacados para coletar os plásticos não só nos pontos de hidratação, como também durante o percurso, já que muitos atletas descartam os copos longe de onde foram entregues. O material é levado para a sede da ONG. Lá, é prensado, pesado e vendido para a indústria plástica, que separa os plásticos por tipo e cor. Em geral, o plástico dos copos é do tipo polipropileno (PP), derivado do propeno, identificado por meio do símbolo triangular de reciclabilidade. De volta à cadeia produtiva, serve para a confecção de caixas, carteiras escolares, cadeiras e outros produtos. Refinamento Marcelo Adriano, fundador e coordenador da ONG Sem Fronteiras, destaca que esse é um trabalho que vem crescendo e ganhando relevância nas provas de rua. Ele diz que o apoio dos colaboradores da Terracom é importante, porque eles também se envolvem na hora da limpeza. Marcelo explica que a redução do impacto ambiental das corridas de rua pode ser ainda maior se houver um processo de educação ambiental dos corredores antes das provas. “Em geral, eles recebem frutas ao final da prova, e acabam descartando as cascas, por exemplo, junto com os copos. Se forem orientados a colocar em locais distintos, não só agiliza a reciclagem, como podemos destinar as cascas à compostagem”. A cooperativa gerenciada por Marcelo trabalha com 35 pessoas, todas da reciclagem. Fundada para dar ocupação a esses trabalhadores, a Sem Fronteiras também recolhe materiais recicláveis de empresas, shoppings e outros estabelecimentos. “É com o dinheiro que recebem ali que sustentam as famílias”.